30 de agosto de 2009

UNESCO - Fórum Mundial sobre as industrias culturais

A UNESCO organiza de 24 a 26 de setembro em Monza / Itália a primeira edição do Fórum Mundial das Industrias Culturais (FOCUS). Para os debates foram convidados expressivas personalidades da industria da moda, do design, da cultura e da economia mundial, dentre eles: Bernard Arnault, Mohamed Yunus, Lindsay Owen-Jones, Ralph Lauren, John Galliano, Philippe Starck, Narciso Rodriguez, Aissa Dione et Michael Kra.Através desta iniciativa a UNESCO pretende demonstrar o potencial e o dinamismo do setor cultural que não se mede somente em termos de participação no PIB, mas principalmente por sua capacidade de transformar a sociedade, de geração de emprego e renda, de desenvolvimento humano e social a cultura, sendo um setor transversal da economia. A tomada de consciência e os desafios do mundo atual, em especial, o desenvolvimento sustentável, a diversidade cultural e a preservação do meio ambiente constituem-se nos novos paradigmas que determinam a oferta de bens e serviços de maior valor agregado, definindo um novo de conceito de “luxo”.
Durante o Fórum a UNESCO anunciará a criação de um Laboratório de Inovação Cultural para os países em desenvolvimento.

29 de agosto de 2009

Sugestões de critérios para a curadoria

25 de agosto de 2009

Manual de design para as PMEs

Estamos desenvolvendo este manual em tempo real. Cada capitulo vai sendo incorporado das criticas e sugestões. Um livro aberto do design, como pensamos e como achamos que deva ser. Portanto, Colaborem todos. Sintam-se me casa! Enviem seus comentários, criticas e sugestões. Um experimento de fazer um livro virtual que já vem grifado pelos melhores leitores.

24 de agosto de 2009

Como contratar design?

Tendo tomado consciência da importância e da necessidade de utilizar o design como forma de conseguir uma diferenciação qualitativa para seus produtos e serviços uma empresa decide que está na hora de contratar um especialista, uma agencia, ou mesmo montar um departamento de design. Neste momento as perguntas mais prováveis são:
Contratar um designer ou montar uma equipe?
Como escolher estes colaboradores?
A resposta depende do tamanho e da complexidade da empresa, de sua carteira de produtos e de suas estratégias comerciais.
Criar uma unidade ou um departamento próprio de design somente é uma opção recomendável para as empresas de grande porte e que possuem um grande portfolio de produtos, realizando vários lançamentos, todos os anos.
Um departamento de criação e inovação para ser bem estruturado necessita de profissionais de várias especialidades com conhecimentos específicos que permita:
Conduzir pesquisas de demanda, de oferta e de tendências;
Analisar dados e informações;
Interpretar os sinais emitidos pelo mercado e traduzir as demandas e necessidades dos consumidores;
Conceber e desenvolver projetos de design gráfico, industrial, embalagens e promocional;
Realizar modelos e maquetes;
Analisar e propor processos de produção mais adequados e eficientes;
Melhorar os espaços de trabalho;
Propor e conduzir campanhas de lançamento de novos produtos;
Acompanhar o ciclo de vida dos produtos no mercado

Um equipe que possa contar com a colaboração de engenheiros, sociólogos, psicólogos, publicitários, especialistas em marketing, em tecnologia da informação, em ergonomia, em saúde ocupacional, entre outros. Os departamentos de design de grandes corporações (Phillips, Sony, etc) contam com equipes de mais de 300 pessoas, sendo que parte considerável trabalha apenas com a analise das mudanças comportamentais da sociedade.

A dificuldade de possuir sua equipe própria de design, além dos altos custos fixos, é a manutenção de um estado permanente de dinâmica criativa.
Como qualquer projeto de design envolve situações com elevado grau de incertezas e de risco, uma tendência natural é não comprometer uma posição de estabilidade no mercado, assumindo somente propostas que provoquem pequenas mudanças incrementais nos produtos.

Algumas grandes empresas criaram um pequeno núcleo de inovação e design, com a atribuição de gerenciar e/ou acompanhar projetos contratados junto a empresas ou profissionais prestadores de serviço de design disponíveis no mercado.
Os núcleos de inovação, funcionam como uma porta de acesso para a empresa, capaz de trazer propostas audaciosas, porém factíveis e promissoras, de novos produtos e serviços. Estruturar estes núcleos é uma tarefa bem mais simples que implantar um departamento de design. Segundo Nicolas Negroponte "A criatividade provém de justaposições improváveis. A melhora maneira de maximizar diferenças é misturar pessoas com idades diferentes, culturas e disciplinas".

Em uma outra situação é necessário apenas contratar um profissional com um perfil adequado para ser a ponta entre a empresa e as agencias de design, com livre trânsito junto à direção e à produção. Com um olho no mercado e outro na fábrica. A função de designer manager exige alguns atributos diferenciadores:
Visão holística (ver primeiro o todo e depois as partes de um problema);
Visão sistêmica (perceber as inter-relações entre as diferentes áreas do conhecimento e os diferentes setores da empresa);
Boa Intuição (capacidade de tomar decisões em situações nebulosas e sem dados confiáveis disponíveis);
Criatividade (que permita colaborar nos processos de proposição de soluções inovadoras);
Amplitude cultural (somente um amplo repertório cultural permite entender e decodificar as necessidades e desejos de grupos sociais distintos)
Estas qualidades (ou atributos) não são exprimíveis em um currículo, nem são perceptíveis em uma entrevista (por melhor que seja conduzida) e nem identificadas em testes de aptidão. Somente a atuação prática cotidiana permitirá aferir a capacidade de uma pessoa em ser o responsável por esta intermediação em design, fazendo a ponte entre o desejo do mercado e a capacidade de resposta da empresa.

O núcleo de inovação e design, ou o designer manager, necessitam que a empresa por sua vez viabilize acesso a todo tipo de informação útil para planejar e propor soluções na forma de novos produtos e serviços; Liberdade de trabalho e horários flexíveis compatíveis com o processo criativo; Equipamentos eficientes e condições ambientais adequadas;Estimulo e apoio para a atualização profissional (participação em cursos, eventos, feiras, etc);Metas desafiadoras.

Um profissional (ou uma empresa de design) terceirizado, pode em alguns casos pode ser o modo mais rápido e econômico para as PMES no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. Esta empresa deve ter:
Histórias de sucesso e/ou projetos que obtiveram êxito e reconhecimento (visíveis em seu portfolio)
Elevado grau de satisfação de seus clientes (basta consultá-los)
Amplitude de serviços (perceptíveis por sua rede de colaboradores);
Confiabilidade (sigilo preservando informações confidenciais e estratégicas da empresa e comportamento ético);
Capacidade crítica e autocrítica (identificar e propor soluções para problemas que podem comprometer a eficiência da empresa).

23 de agosto de 2009

Mudanças comportamentais da sociedade de consumo ocidental

1.Aceitação do uso compartilhado.
Uma das características inerentes ao ser humano é o desejo da posse de tudo aquilo que lhe é caro, necessário e indispensável. O sonho da casa própria, ou de sua própria terra para nela plantar, é uma das maiores preocupações das pessoas. Em função das lutas e guerras por disputas territoriais o mapa do mundo foi tantas vezes redesenhado. Entretanto, diante da impossibilidade financeira ou pela simples comodidade, alguns destes valores estão sendo revistos. A criação de modelos de propriedade imobiliária baseada no “uso compartilhado” fez com que as pessoas que desejam um segundo imóvel, destinado às férias, reverem seus conceitos. É muito mais econômico e prático pagar apenas pelo dias de uso que assumir todos os encargos de manter um imóvel durante todo o ano. Do mesmo modo existem os arrendatários agrícolas, que compartem o lucro de sua produção com o proprietário do terreno. Hoje os exemplos se sucedem e se multiplicam. De aviões a bicicletas quase tudo por ser adquirido apenas para o uso sem o ônus decorrente da propriedade exclusiva. Um consórcio europeu oferece a “venda” de aviões particulares por 10% de seu valor. Como? A pessoa adquire apenas o direito dele usufruir onde e quando desejar, desde que obedecendo a um planejamento mínimo. Com isso se livra das despesas de aluguel de hangares, pagamento de pilotos, manutenção da aeronave, etc. Do mesmo modo existem as bicicletas de várias cidades européias disponibilizadas para os cidadãos como são os carrinhos de bagagens nos aeroportos. Basta uma moedinha para ordenar seu uso. Brevemente muitos produtos serão empréstimos que os concessionários de serviços oferecem aos seus clientes. Não faz mais sentido comprar um aparelho celular se pagamos caro pelo seu uso. O mesmo raciocínio pode valer para um televisor. Porque pagar por um equipamento se somos os destinatários da publicidade que por ele será transmitida e pagamos pelo sinal que recebemos? Esta nova consciência deverá mudar o modo com o qual nos relacionamos com este tipo de produtos. Assim estes produtos terão seu preço definido por seu valor de uso e não por seu valor simbólico.

2. Maior consciência ecológica e social (e cultural)Os desastrosos efeitos provocados pelo homem ao meio ambiente já se fazem sentir. Do efeito estufa ao aquecimento global causados pela emissão descontrolada de CO2. Das chuvas ácidas ao esgotamento de recursos naturais não renováveis. Da extinção de milhares de espécies vivas à exaustão das terras férteis e a poluição dos rios e oceanos. O impacto dos produtos sobre o meio ambiente é hoje uma responsabilidade de quem projeta, de quem produz, de quem comercializa e de quem consome. Os jovens, mais que os adultos, já estão mais conscientes escolhendo melhor os produtos que adquiem. Observam não somente as questões ambientais, mas também algumas questões sociais tais como a garantia de ausência de trabalho infantil ou semi-escravo. Normas e padrões internacionais estão sendo exigidos por muitas nações para adquirir produtos estrangeiros. Atualmente, para projetar e lançar um novo produto no mercado é necessário considerar seu impacto sobre o meio ambiente e sobre s sociedade.

3. Maior preocupação com a saúde e o bem estar físico. Com os avanços da medicina (diagnóstica e preventiva) e com aprofundamento do conhecimento sobre as necessidades do organismo humano aumentou o grau de interesse das pessoas por produtos e serviços que colaborem com a busca por uma vida mais equilibrada e saudável. Produtos orgânicos, embalagens que explicitam o conteúdo dos produtos, equipamentos e produtos para a prática de esportes, são alguns dos setores que estão tendo um crescimento exponencial de demanda, constituindo-se em forte oportunidade para os pequenos empresários. Projetar produtos e serviços para este segmento de mercado exige uma grande preocupação com as questões de adequação aos distintos grupos de usuários, observando suas necessidades especiais em virtude de seu biótipo, estatura física, idade, restrições culturais, entre outras.

4. Isolamento voluntário. Os problemas urbanos, decorrentes do inchaço e do crescimento não planejado das cidades, em especial as dificuldades de deslocamento em virtude das distâncias e dos congestionamentos e principalmente a violência incrementada pela incapacidade de controle por parte da força policial, estão mudando os hábitos das pessoas. Nas grandes cidades, de qualquer país ocidental, sair de casa para ir a um evento, cinema, teatro, restaurante, visitar amigos, se transformou em uma atitude de risco e de resultados imprevisíveis. Tudo pode acontecer no caminho de ida ou de volta, seja pelo ataque de marginais ou de terroristas. A casa se transformou no refúgio, no único espaço relativamente seguro dentro do caos urbano. Isso representa uma oportunidade para a colocação de produtos destinados a satisfazer as necessidades das pessoas em suas casa, da alimentação ao entretenimento, dos aspectos de segurança ao conforto, crescem os serviços de entregas à domicilio: Farmácia, padaria, supermercado, locadoras de vídeos, restaurantes, muitos estão oferecendo estas comodidades da escolha à distância a entrega na porta. O comércio eletrônico é a atividade humana que mais cresceu na ultima década.

5. Hedonismo e individualismo.
O aqui e o agora passaram a dominar a preocupação de muitas pessoas face ao indecifrável mistério do amanhã. “Carpe dien, quam minimum credula postero” diziam o ditado de Horácio que em uma livre tradução do latin para o português significa: Desfrute o dia de hoje, acreditando minimamente no futuro. Esta postura diante da vida implica na busca por produtos e serviços que garantam plena e imediata satisfação. O individualismo também se traduz na procura por produtos únicos, exclusivos, personalizados, que tenham a “cara” do dono. Esta é uma possibilidade mais apropriada para as pequenas empresas, por serem menores são mais ágeis e flexíveis, podendo alterar ou substituir produtos na linha de produção sem maiores conseqüências. Produtos com uma mesma tecnologia podem apresentar variações infinitas em sua aparência e apresentação. É o caso, por exemplo, do relógio Swatch, cujo design permite sob a mesma tecnologia apresentar milhares de opções diferentes aos consumidores, valendo-se de repertórios visuais que remetem a todo tipo de gosto e preferência estética. Durante a década de setenta o mercado mundial de relógios, até então dominado pelos Suíços, começou a ser conquistado velozmente por empresas asiáticas cujos modelos à quartzo, modernos e baratos, conquistavam a preferência dos consumidores. No inicio dos anos 80, Nicolas Hayeck salvou a indústria Suíça, ao propor um novo conceito de relógio analógico, simples, eficiente, moderno, barato e customizado. Com apenas 51 componentes ao invés dos relógios tradicionais com o dobro ou o triplo de peças, o Swatch revolucionou o mercado produzindo mais de 300 modelos por ano com uma mesma tecnologia.

6. Tribalismo urbano.
A humanidade não se divide em 12 tipos humanos (como fazem crer os astrólogos) e nem em 11 civilizações distintas como apregoam alguns sociólogos. Somos muitos mais complexos, únicos e singulares do que se pode imaginar. Nossa identidade pessoal vai sendo reescrita a cada dia em função das sucessivas escolhas que vamos fazendo. Nosso gosto é influenciável pelos que nos cercam. Deste modo conformamos, mesmo de modo inconsciente, novas tribos urbanas, definidas não pela proximidade física, mas pela convergência cultural. Podemos pertencer a uma ou mais tribos, em função de nosso trabalho ou profissão, preferências, gostos, manias ou crenças. Cada um destes grupos possui seus códigos próprios, seus padrões estéticos, seus modismos e rejeições. Difícil é a tarefa de definir ou denominar estes grupos. Existem milhares. Pensar em quais são estes distintos grupos ajuda a identificar seus opostos e, com isso, aceitar que um produto que venha de encontro a um determinado grupo provavelmente será rejeitado pelo outro. Os conservadores se opõem aos liberais. Os transgressores aos tradicionalistas. Os contemplativos aos mediáticos. Os apocalípticos aos integrados. Os yuppies ao hyppies. Os noctívagos aos esportistas. As donas-de-casa às empresárias...

Definir para qual publico (ou tribo urbana) um produto se destina é o primeiro passo para poder projetá-lo. Em design, defina primeiro o cliente.

Dez tendências (ou oportunidades) em produtos

Os especialistas em projeções e construção de cenários futuros, baseados principalmente nos avanços tecnológicos, prevêem que dentro pouco tempo, talvez não mais do que dez anos, 80% dos produtos e serviços com os quais estaremos convivendo cotidianamente, ainda não foram inventados. Uma nova cultura material terá, portanto de ser desenhada, representando um esforço - e oportunidades - sem precedentes na história da civilização. Isso abre um incomensurável campo de possibilidades para o design, que de ator coadjuvante do desenvolvimento industrial passa a ser um de seus principais protagonistas.
Vários são os caminhos que se apresentam para o design. A forma dos produtos já não segue mais sua função. Hoje em dia a aparência e a forma dos produtos seguem a intuição e a emoção. Novas necessidades são criadas, ditadas por inovações que trazem mais conforto, mais prazer e maior satisfação. Este novo universo de produtos já aponta para algumas tendências que podem representar um vasto campo de possibilidades para as empresas brasileiras mais criativas.

1. Produtos efêmeros.
São os produtos de ciclo de vida curto que existem, em sua maioria, para que um serviço seja prestado, sendo em sua maioria frágeis ou com curto prazo de validade. Nesta categoria incluem-se praticamente todos os tipos de embalagens, assim como os produtos de apenas uma utilização e todos os tipos de descartáveis. A maior preocupação com este tipo de produtos, quando de sua concepção, e que tenham baixo impacto ecológico, possam ser reciclados ou biodegradáveis. O conceito para orientar o desenvolvimento deste tipo de produtos de vê ser: menos matéria com mais inteligência.


2. Produtos com um longo ciclo de vida útil. Ao contrário dos produtos concebidos para durar apenas uma curta temporada, sejam por estarem visceralmente relacionados aos fenômenos de moda e de estilo, ou por embutirem uma tecnologia já superada, os produtos que incorporam esta tendência pretendem durar muito mais que seus similares. O diferencial destes produtos é a preocupação em manterem-se atuais tanto na forma, como no uso e na tecnologia utilizada. O desafio para os designers é o de conceber produtos que envelheçam com dignidade, que estabeleçam vínculos afetivos ou de quase cumplicidade com seus usuários. O maior atributo destes produtos é a defesa de valores perenes, sejam estes estéticos ou funcionais, e que não dispensem a dimensão humana.

3. Produtos simbólicos.
Nesta categoria estão incluídos os produtos que trazem consigo um discurso próprio ou uma história para contar. Os vínculos com a cultura de um determinado grupo ou região é que fornecem os elementos de valorização simbólica.
Sua dimensão prática e funcional está subordinada a dimensão da experiência vivenciada. Exemplos desta categoria são os acessórios de uso pessoal, jóias, objetos de decoração, e produtos artesanais.
4. Produtos amigáveis.
Esta é uma nova tendência denominada também de “design cordial”. Trata-se de uma nova forma de responder as demandas e necessidades dos usuários levando em consideração suas limitações físicas, culturais, lingüísticas ou mesmo intelectuais.
Nesta tendência alinham-se todos os produtos que aboliram os manuais de uso pois as instruções, quando indispensáveis, vêm incorporadas aos mesmos.
Também conhecido como produtos “plug-and-play”, ou seja ligue que funciona. Sua característica principal é a facilidade de uso (usabilidade) e de compreensão de seus comandos.

5. Produtos virtuais.
Nesta categoria estão todos os produtos digitais, intangíveis ou desprovidos de matéria física, tais como: jogos eletrônicos, sites web, apresentações multimídias, entre outros.
A característica principal destes produtos é sua usabilidade, com interfaces homem/máquina de fácil leitura, boa compreensão, e capaz de permitir uma tomada de decisão inequívoca, sem despertar nenhum tipo de dúvidas ou interrogações ao seu usuário.

6. Produtos para o conforto e a qualidade de vida.
Esta tendência engloba todos os produtos concebidos para melhorar o dia-a-dia das pessoas, desde ferramentas e utensílios que facilitem as tarefas cotidianas, até produtos para o lazer, a prática de esportes e o entretenimento de modo geral. O maior desafio está na necessidade de dispor de tamanhos, formato e modelos adequados aos distintos público, com características bastante diferenciadas.

7. Produtos de uso coletivo ou compartilhado. A aceitação do uso compartilhado (e não a posse) por parte dos consumidores para alguns tipos de bens e produtos, verificada a partir da metade do século XX, abre novas possibilidades para o design. Produtos que antes tinham como princípio seduzir as pessoas para estimular o consumo passam a ter como premissa principal o aumento da eficiência no uso e no cumprimento de suas tarefas programadas. Nesta categoria incluem-se todos os equipamentos de mobiliário urbano, que representam um vasto campo de possibilidades, seja pelo adequado uso de matérias primas em função do tipo de ambiente envolvente, seja pela linguagem formal adequada as condições histórico-culturais de cada cidade.

8. Produtos para a mobilidade.Neste grupo incluem-se todos os tipos de veículos e equipamentos destinados ao transporte de indivíduos, seja de modo coletivo ou individual, tanto por terra, mar ou ar. A grande preocupação quando do desenvolvimento deste tipo de produtos é a economia e a substituição os combustíveis fósseis por energia de fontes renováveis.

9. Produtos de segurança e proteção individual. As últimas décadas trouxeram também uma insegurança generalizada que não poupa nenhum território, seja em virtude do crescimento da violência urbana, do terrorismo, ou das disputas territoriais de origens religiosas, políticas, econômicas ou ideológicas. Deste modo é inevitável que cresça também a procura por produtos, equipamentos e acessórios que aumentem a segurança e preservem a integridade física dos indivíduos e do patrimônio das pessoas e instituições. Nesta categoria incluem-se também os equipamentos de proteção individual que minimizem os riscos de acidentes domésticos e no trabalho.

10. Produtos para a (ou fruto da) interatividade. Neste grupo estão todos os produtos e equipamentos que facilitam e viabilizam a comunicação humana, rompendo as barreiras físicas e culturais. O grande desafio neste novo século é conseguir acompanhar os avanços científicos e tecnológicos com produtos que possuam uma linguagem, formal, plástica e funcional, coerente com este novo paradigma, centrado no individuo em sua busca pela superação de seus limites. As fábricas de produtos de consumo massivo, em especial de automóveis, começam a desenvolver projetos em colaboração com os usuários. As sugestões e desejos dos consumidores colhidos em pesquisas diretas ou em canais abertos de comunicação, transformam-se em desafios para as equipes de design e engenhariam buscarem respostas satisfatórias.
Estas tendências alinham-se com as mudanças comportamentais da sociedade, que por sua vez são conseqüência das transformações pela qual o mundo está passando.
Diversos analistas e estudiosos procuram identificar quais são os produtos e serviços que se tornarão indispensáveis nos próximos anos. As grandes empresas possuem em seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento, grupos especializados em prospectar e analisar tendências. São verdadeiros observatórios de sinais emitidos pela sociedade. Sinais estes que podem ser traduzidos em respostas eficazes (na forma de produtos ou serviços) para atender as necessidades e aspirações das pessoas.

21 de agosto de 2009

Vale a pena investir em inovação e design?

Todos os empresários, cedo ou tarde se perguntam: Vale mesmo a pena investir tempo e recursos (cada vez mais escassos) em design e inovação, para criar novos produtos ou serviços? Não seria muito mais prático e econômico copiar os produtos que já deram certo?

Quem cópia pode conseguir, no máximo, satisfazer aqueles que não conseguem comprar o produto original, seja pela dificuldade de acesso (que hoje com a globalização do mercado não se justifica mais), seja pelo preço mais elevado, que obriga a quem cópia fazer muito mais barato.

Investir em design realmente é uma decisão de risco. Como qualquer investimento para se criar algo novo existe sempre a possibilidade de não se alcançar o êxito sonhado. Porém copiar também não é garantia de sucesso além de ser ilegal e antiético. Copiar pode ser um barato que sai caro, sobretudo se a empresa tiver de responder a um processo por plágio.

Apesar disso a maioria das empresas brasileiras ainda prefere o caminho da cópia e da adoção de estratégias reativas baseadas no corte de custos e no enxugamento de despesas para poder seguir os líderes.

Mas, pelos resultados de uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisas Econômicas - IPEA, junto a mais de setenta mil empresas, com mais de dez empregados, essa visão pode mudar, pois conseguiram comprovar que quem investe em inovação tem 16 vezes mais chances de exportar.
Esta pesquisa, desenvolvida através de um convênio entre o IPEA e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o Ministério do Trabalho, a Secretaria de Comércio Exterior - SECEX do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Banco Central, apresenta informações surpreendentes e que muito contribuirão para a formação de uma consciência critica sobre a importância de investir em inovação e design.

Um dado importante revelado nesta pesquisa é que apenas 1,7% das empresas brasileiras (1.119) investem sistematicamente em inovação. Na Dinamarca, Bélgica e Holanda este percentual varia entre 50% e 60%.
Estas (poucas) empresas são responsáveis por 25,9% do faturamento industrial do Brasil e por 13,2% dos empregos gerados. Seus funcionários recebem um salário médio mensal de R$ 1.254,64, 23% a mais do que os trabalhadores de firmas que não diferenciam seus produtos e 11% a mais do que os das empresas especializadas em produtos padronizados. O estudo constata que as empresas inovadoras geram empregos de melhor qualidade, mais estáveis, e que seus funcionários têm escolaridade média maior.

Para aqueles que pensam que investir em inovação é um gasto muito elevado (e não um investimento) vale observar que estes recursos aplicados representam apenas 0,62% do faturamento das empresas, em um volume total de R$1,7 bilhões em 2004.

Os dados levantados mostram que a produção das firmas que inovam e diferenciam produtos é significativamente maior do que nas demais categorias. O faturamento médio dessas empresas é de R$ 135,5 milhões, contra R$ 25,7 milhões nas firmas especializadas em produtos padronizados e R$ 1,3 milhão entre aquelas que não diferenciam produtos e têm produtividade menor.

Estes são os dados mais contundentes jamais revelados por uma pesquisa sobre inovação tecnológica, servindo para provar a importância da inovação (e do design) para o incremento da competitividade.
O Ministro da Indústria e Comércio, presente ao evento de lançamento dos resultados deste trabalho no dia 08 de junho de 2006, afirmou que esta pesquisa foi realizada em um momento oportuno no qual se discutem estratégias para o desenvolvimento do país. "Isso passa pela inovação, pela tecnologia, pela criação de valor. Precisamos de produtos e serviços que transmitam emoção", disse, explicando que o Brasil precisa ser reconhecido por fazer produtos que sejam diferenciados e atrativos para os consumidores. "Essa diferenciação pode vir em produtos comuns. Um exemplo é o caso das sandálias havaianas (um produto clássico brasileiro), que passaram por um reposicionamento, tornando-se um produto de grande valor simbólico, fazendo-o sair da base de US$ 2 para US$ 15."

A importância do design e da inovação já vem sendo preocupação do governo brasileiro desde a década de setenta e ainda mais contundente com a criação do Programa Brasileiro de Design – PBD em fevereiro de 1995 e do Via Design, pelo SEBRAE em 1999.

A necessidade permanente em inovar, diversificando e desenvolvendo novos produtos e serviços, com qualidade e adoção de tecnologias avançadas, é indispensável para assegurar elevados níveis de eficiência, produtividade e competitividade nas empresas, independente de seu ramo ou de seu porte.

Isso implica na gestão dos conhecimentos e na capacitação contínua e interativa, passo mais importante para o desenvolvimento da inovação tecnológica.

A proximidade entre os conceitos de inovação e design contribui para algumas confusões.

Inovação tem sido entendida como a introdução no mercado de um produto ou processo inédito ou com mudanças substanciais em suas características principais. Existe também a inovação gerencial ou organizacional que trata da mudança das práticas e serviços oferecidos por uma empresa e que alteram sua posição no mercado.

Já o termo design em uma livre tradução do inglês significa projeto. E projeto significa, em síntese, um conjunto de atividades ordenadas, com prazos e custos determinados, cujo resultado final é algo que até então não existia. Os conceitos de design e de projeto pressupõem a inovação como uma condição intrínseca.

A grande dúvida das empresas costuma ser: Como e quando inovar? Como, tentaremos responder nos próximos artigos. Já a dúvida de QUANDO a resposta deveria ser: Sempre! Corroborando esta afirmação vale lembrar as palavras de Tom Peters: “Design é parte do esforço para o desenvolvimento de cada produto ou serviço..desde o início...não como uma reflexão tardia.”

Os especialistas sempre alertaram que empresa deve saber a hora de retirar um produto do mercado e substituí-lo por outro, antes que a concorrência o faça.

Este momento não necessita (e nem deve) esperar que um produto chegue à fase de obsolescência para que os esforços de substituição sejam iniciados. Quando um produto alcança sua maturidade no mercado, outros já deveriam devem ter sido desenvolvidos e prontos para serem lançados. Deste modo quando um produto entrar em sua fase de declínio e com isso o fluxo de caixa diminuir, outros produtos já estarão na seqüência para substituí-lo.

Isso significa dizer que investir em inovação e design não deve ser uma atitude episódica, mas uma ação constante e continuada.

Todos os empresários, cedo ou tarde se perguntam: Vale mesmo a pena investir tempo e recursos (cada vez mais escassos) em design e inovação, para criar novos produtos ou serviços? Não seria muito mais prático e econômico copiar os produtos que já deram certo?

Quem cópia pode conseguir, no máximo, satisfazer aqueles que não conseguem comprar o produto original, seja pela dificuldade de acesso (que hoje com a globalização do mercado não se justifica mais), seja pelo preço mais elevado, que obriga a quem cópia fazer muito mais barato.

Investir em design realmente é uma decisão de risco. Como qualquer investimento para se criar algo novo existe sempre a possibilidade de não se alcançar o êxito sonhado. Porém copiar também não é garantia de sucesso além de ser ilegal e antiético. Copiar pode ser um barato que sai caro, sobretudo se a empresa tiver de responder a um processo por plágio.

Apesar disso a maioria das empresas brasileiras ainda prefere o caminho da cópia e da adoção de estratégias reativas baseadas no corte de custos e no enxugamento de despesas para poder seguir os líderes.

Mas, pelos resultados de uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisas Econômicas - IPEA, junto a mais de setenta mil empresas, com mais de dez empregados, essa visão pode mudar, pois conseguiram comprovar que quem investe em inovação tem 16 vezes mais chances de exportar.
Esta pesquisa, desenvolvida através de um convênio entre o IPEA e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o Ministério do Trabalho, a Secretaria de Comércio Exterior - SECEX do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Banco Central, apresenta informações surpreendentes e que muito contribuirão para a formação de uma consciência critica sobre a importância de investir em inovação e design.

Um dado importante revelado nesta pesquisa é que apenas 1,7% das empresas brasileiras (1.119) investem sistematicamente em inovação. Na Dinamarca, Bélgica e Holanda este percentual varia entre 50% e 60%.
Estas (poucas) empresas são responsáveis por 25,9% do faturamento industrial do Brasil e por 13,2% dos empregos gerados. Seus funcionários recebem um salário médio mensal de R$ 1.254,64, 23% a mais do que os trabalhadores de firmas que não diferenciam seus produtos e 11% a mais do que os das empresas especializadas em produtos padronizados. O estudo constata que as empresas inovadoras geram empregos de melhor qualidade, mais estáveis, e que seus funcionários têm escolaridade média maior.

Para aqueles que pensam que investir em inovação é um gasto muito elevado (e não um investimento) vale observar que estes recursos aplicados representam apenas 0,62% do faturamento das empresas, em um volume total de R$1,7 bilhões em 2004.

Os dados levantados mostram que a produção das firmas que inovam e diferenciam produtos é significativamente maior do que nas demais categorias. O faturamento médio dessas empresas é de R$ 135,5 milhões, contra R$ 25,7 milhões nas firmas especializadas em produtos padronizados e R$ 1,3 milhão entre aquelas que não diferenciam produtos e têm produtividade menor.

Estes são os dados mais contundentes jamais revelados por uma pesquisa sobre inovação tecnológica, servindo para provar a importância da inovação (e do design) para o incremento da competitividade.
O Ministro da Indústria e Comércio, presente ao evento de lançamento dos resultados deste trabalho no dia 08 de junho de 2006, afirmou que esta pesquisa foi realizada em um momento oportuno no qual se discutem estratégias para o desenvolvimento do país. "Isso passa pela inovação, pela tecnologia, pela criação de valor. Precisamos de produtos e serviços que transmitam emoção", disse, explicando que o Brasil precisa ser reconhecido por fazer produtos que sejam diferenciados e atrativos para os consumidores. "Essa diferenciação pode vir em produtos comuns. Um exemplo é o caso das sandálias havaianas (um produto clássico brasileiro), que passaram por um reposicionamento, tornando-se um produto de grande valor simbólico, fazendo-o sair da base de US$ 2 para US$ 15."

A importância do design e da inovação já vem sendo preocupação do governo brasileiro desde a década de setenta e ainda mais contundente com a criação do Programa Brasileiro de Design – PBD em fevereiro de 1995 e do Via Design, pelo SEBRAE em 1999.

A necessidade permanente em inovar, diversificando e desenvolvendo novos produtos e serviços, com qualidade e adoção de tecnologias avançadas, é indispensável para assegurar elevados níveis de eficiência, produtividade e competitividade nas empresas, independente de seu ramo ou de seu porte.

Isso implica na gestão dos conhecimentos e na capacitação contínua e interativa, passo mais importante para o desenvolvimento da inovação tecnológica.

A proximidade entre os conceitos de inovação e design contribui para algumas confusões.

Inovação tem sido entendida como a introdução no mercado de um produto ou processo inédito ou com mudanças substanciais em suas características principais. Existe também a inovação gerencial ou organizacional que trata da mudança das práticas e serviços oferecidos por uma empresa e que alteram sua posição no mercado.

Já o termo design em uma livre tradução do inglês significa projeto. E projeto significa, em síntese, um conjunto de atividades ordenadas, com prazos e custos determinados, cujo resultado final é algo que até então não existia. Os conceitos de design e de projeto pressupõem a inovação como uma condição intrínseca.

A grande dúvida das empresas costuma ser: Como e quando inovar? Como, tentaremos responder nos próximos artigos. Já a dúvida de QUANDO a resposta deveria ser: Sempre! Corroborando esta afirmação vale lembrar as palavras de Tom Peters: “Design é parte do esforço para o desenvolvimento de cada produto ou serviço..desde o início...não como uma reflexão tardia.”

Os especialistas sempre alertaram que empresa deve saber a hora de retirar um produto do mercado e substituí-lo por outro, antes que a concorrência o faça.

Este momento não necessita (e nem deve) esperar que um produto chegue à fase de obsolescência para que os esforços de substituição sejam iniciados. Quando um produto alcança sua maturidade no mercado, outros já deveriam devem ter sido desenvolvidos e prontos para serem lançados. Deste modo quando um produto entrar em sua fase de declínio e com isso o fluxo de caixa diminuir, outros produtos já estarão na seqüência para substituí-lo.

Isso significa dizer que investir em inovação e design não deve ser uma atitude episódica, mas uma ação constante e continuada.

20 de agosto de 2009

Encontro Brasil México de cooperação em design

O encontro Brasil-México de cooperação em design, realizado no ultimo dia 14 no Caesar Business em São Paulo foi muito estimulante. Organizado pelo PROMÉXICO com o apoio da APEX reuniu algumas pessoas com visões e objetivos comuns.
Do Brasil estavam presentes, dentre outros representantes das seguintes empresas e instituições: Índio da Costa; GAD Design; ABEDESIGN; Belas Artes; SENAC; Mozeto Design; Aerolink; Serco e Questo Design. Da parte Mexicana: Centro de Diseño para la Innovación; Made; Tec de Monterrey; Cedim; UNAM e TCM.
Com Oscar Salinas e Julio Frias discuti muitas possibilidades de projetos conjuntos no futuro próximo.
Abaixo um resumo de minha palestra.
Aguarde para carregar.

8 de agosto de 2009

Laboratórios de inovação cultural

Os últimos vinte anos foram caracterizados pela crescente importância do design na competitividade mundial. Centenas de núcleos, laboratórios e centros de design foram criados.
Formaram competências em estratégias. Muitos fecharam suas portas por permanecerem monotemáticos. Hoje a inovação não é mais tecnológica e sim cultural. Um produto deve ter um vinculo com sua cultura, seja de origem seja de destino. Para isso é preciso transformar informação em conhecimento e este em inteligência.

Núcleos ou laboratórios de inovação cultural são uma alternativa para uma leitura transversal da sociedade, capaz de identificar suas necessidades, aspirações e desejos e deles construir propostas, viáveis e inovadoras.

3 de agosto de 2009

Inovação em turismo

Qual o diferencial que um ambiente deve possuir, para atrair e fixar capital humano, intelectual e financeiro?
A resposta pode ser: demanda por trabalho qualificado; infra-estrutura de serviços eficiente; oferta cultural diversificada e espaço de moradia e lazer perto da natureza.
Ambientes que reúnam estas condições estão aptos para impulsionar programas inovadores de turismo, que buscam a qualidade ao invés da quantidade.
Viver e criar neste ambiente é uma experiência única, atributo que torna este espaço um produto a ser qualificado e vendido. Espaço de criação, mas também de produção diferenciada. De atração da inteligência. Resposta as exigências da nova “economia da experiência” que reconhece o valor das experiências vividas.
Um exemplo desta afirmativa podem ser os resultados indiretos da presença do Laboratório Brasileiro de Design, no microcosmo do norte da Ilha de Florianópolis. Em seus dez anos de existência atraiu mais de 200 pesquisadores de todo o mundo. A pequena movimentação da economia local fora do veraneio, mas principalmente o retorno em termos de turismo qualificado são benefícios que foram obtidos pela existência de um centro de excelência em inovação e design que formava, sem saber, “embaixadores da lha”.
Parques tecnológicos constituem-se em uma alternativa para abrigar experimentos inovadores incrementais e revolucionários. Projetos adequados ao perfil do design territorial, capazes de incorporar a dimensão sócio-cultural e ambiental como fator estratégico.
No Brasil existem algumas dezenas de lugares que reúnem estas condições, apenas para citar duas: Foz do Iguaçu e Garanhuns.
Em tempo: Durante o Primeiro Fórum Mundial das Indústrias Criativas que acontecerá em setembro em Monza / Itália a UNESCO anunciará a criação de um Laboratório de Inovação Cultural para os países em desenvolvimento.

2 de agosto de 2009

Informação utilissima


A sinalização interna do aeroporto de Bajajas em Madri inova ao incluir o tempo de deslocamento a pé dos passageiros, daquele ponto até os terminais, identificados por letras (K, J; H; M...).
Informação utilíssima quando se chega a um terminal e se deve sair por outro. Em um ambiente desconhecido, gigantesco, repleto de lojas o poder de dispersão é grande e o tempo entre os vôos em geral pequenos. Isso somado cria a possibilidade do passageiro perder seu horário se não souber o tempo de deslocamento entre um ponto e outro do aeroporto.

A foto pequena dificulta a visualização desta informação (clique na foto para ampliar) que é: H 30 min, J 23 min; K 30 min e M 16 minutos, que conferi com o cronômetro do meu relógio.