20 de dezembro de 2013

2014

9 de dezembro de 2013

Arte popular, artesanato, manualidades - Novos paradigmas



Arte popular, artesanato, manualidades e industrianato são conceitos ultrapassados pela realidade. As fronteiras conceituais não foram suficientes para dar conta da diversidade de expressões estéticas e visuais existentes hoje no comercio de bens simbólicos.

A análise tátil e visual de um produto não é suficiente para classificá-lo e atribuir um valor. É preciso conhecer suas origens, matérias primas e técnicas utilizadas, habilidades e conhecimentos requeridos na sua realização. Essa informação é uma nova exigência desse mercado para aqueles que promovem e comercializam, sejam lojas especializadas de artesanato, galerias de arte ou feiras comerciais.

O que esse mercado busca hoje? Peças únicas, de valor artístico inquestionável, que podem ser fruto de um indivíduo de baixa escolaridade e distanciado da sociedade de consumo urbana ou de alguém com formação artística acadêmica superior. Tanto faz. A originalidade e a inovação que convivem e dialogam com a tradição e as raízes culturais são os paradigmas de um desenvolvimento sustentável e socialmente responsável. Não importa de nem onde e nem em que condições emergem.

Do mesmo modo, a ruptura das fronteiras entre aquele que cria, para seu prazer ou para seu sustento, ou daquele que cria para aquele que produz, deveu-se a em grande parte a inserção do design nas unidades de produção artesanal, introduzindo técnicas e métodos próprios do processo de criação. Desapareceram as figuras do artista popular e do artesão, fundidos em um só individuo, capaz de criar e de reproduzir com pequenas variações os modelos originais. 

Restringir o acesso ao mercado, ou determinar o valor comercial de um produto apenas por uma análise acadêmica, é hoje impensável.  O mercado consumidor de bens simbólicos já está amadurecido para discernir o que é bom daquilo que é apenas belo.Bom e belo, dois conceitos que comportam imensas considerações. Pessoalmente penso que o belo é fruto do equilíbrio e da harmonia dos elementos, já o bom é aquilo que inova, surpreende, instiga a reflexão e traz o encantamento e o frescor de algo novo, porém referenciado em tempo e lugar.