10 de outubro de 2018

Considerações, sugestões e recomendações para as candidaturas brasileiras à UCCN

Tenho acompanhado de perto o desenvolvimento da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO desde 2009, quando fui convidado a colaborar com a mesma durante o Primeiro Fórum Mundial das Industrias Criativas – FOCUS, realizado em Monza, na Itália.
Nos ano seguinte fui contratado pela Prefeitura de São Paulo para elaborar o dossiê de sua candidatura como cidade UNESCO do Design, tarefa essa que durou aproximadamente seis meses de trabalho intenso. Como a UNESCO ainda não disponha, naquele momento, de um modelo e formato definido para a elaboração dos dossiês, o processo de análise implicava em idas e vindas para atender exigências e requerimentos que o comitê de avaliação fazia. Nesse grupo, sediado em Paris, colaborava minha filha, que muito me orientou.
Ainda em 2010, residindo em Florianópolis, sugeri a candidatura da cidade no segmento da Gastronomia, colaborando na elaboração de um extenso dossiê, envolvendo dezenas de pessoas e instituições. Do mesmo modo propus que João Pessoa e Recife tentassem sua indicação como Cidade do Artesanato e Brasilia como Cidade do Cinema.
Em 2011, por questões orçamentárias o Programa das Cidades Criativas da UNESCO suspendeu todas as análises de novas candidaturas, processo que foi retomado somente no final de 2013, com novas regras e normas exigindo a reelaboração de todos os dossiês, dentro de um prazo de 4 meses. Das cidades brasileiras candidatas, cujo processo acompanhava, apenas Florianópolis deu continuidade, tendo side então contratado para elaborar o novo dossiê, permitindo a Cidade ser aceita na Rede no final de 2014.
Em 2015 foi a vez da Cidade de Ensenada no México, entrar para a Rede, consequência de um workshop de design territorial, cuja proposição e coordenação fui responsável.
Em 2017, contratado pelo SEBRAE/PB elaborei o dossiê de João Pessoa, aceita no final do ano como Cidade do Artesanato. Desde então tenho assessorado João Pessoa na implementação dos projetos pactuados com a UNESCO.
Participei das reuniões da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO em Kanazawa no Japão; Pequim na China, Ostersund na Suécia e Cracóvia na Polônia. Em todas elas acompanhando as discussões sobre as exigências de entrada e permanencia das cidades na Rede. Em função desta experiencia é que me permito sugerir e fazer algumas recomendações sobre as novas candidaturas.
O exame dos dossiês pela UNESCO leva em consideração as ações realizadas na Cidade pretendente nos últimos cinco no segmento escolhido, seus ativos culturais e seus atributos como cidade criativa. Essas informações devem responder satisfatoriamente a duas dezenas de perguntas formuladas pela UNESCO. Além disso são consideradas as propostas de ações programadas para os próximos quatro anos, com orçamentos específicos e um compromisso formal da prefeitura da cidade candidata.
As ações futuras devem ser impactantes, inovados e compartilháveis por outras cidades, exigindo um esforço de articulação institucional envolvendo o poder público, a academia e a sociedade civil representativa. Para isso é necessário a constituição de um grupo gestor, designado e coordenado pela Prefeitura da cidade candidata.
Importante enfatizar que a cada edição apenas duas cidades por país são eleitas para a Rede. Sabendo que no Brasil existem atualmente cinco cidades cuja elaboração do dossiê esta sendo apoiada financeiramente pelo MinC, além de outras duas dezenas de cidades pretendentes trabalhando de forma isolada, será um desafio fornecer elementos convincentes para conseguir essa designação em 2019.
Fazer parte da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO é mais que um privilégio e um reconhecimento, capaz de agregar valor como destino turístico qualificado. É uma oportunidade de acesso as melhores práticas em termos de políticas urbanas. É poder compartilhar experiências e inteligência, atraindo capital humano e financeiro de qualidade.
Isso não se consegue apenas com disposição e boa vontade dos atores políticos. É necessário articulação, compromisso e uma visão de futuro pautada pela Agenda 2030 da ONU.
Pela experiência acumulada com a elaboração recente dos dossiês de Florianópolis e João Pessoa recomendo uma agenda de trabalho compartilhada com os atores institucionais envolvidos que dificilmente será inferior a seis meses de atividades intensas.

27 de setembro de 2018

As origens do Design no Ceará

Em 1996 o então Secretario de Cultura do Ceará, Paulo Linhares, empreendeu um grande esforço no sentido de implantar uma nova política cultural baseada no estimulo à industrial de bens simbólicos de alto valor agregado, inserindo em seus planos a criação de uma Escola de Design no âmbito do Centro Dragão do Mar. Neste sentido, diversas instituições de ensino foram visitadas e propostas foram apresentadas por professores de uma conceituada Escola de Design do Rio de Janeiro e da Itália. No entanto, ambas foram rejeitadas. Buscava-se uma proposta diferenciada e adequada ao Ceará, naquele momento. Uma visita da Subsecretaria de Cultura do Ceará ao Laboratório Brasileiro de Design / LBDI, em Florianópolis, abriu a perspectiva para uma colaboração, tendo em vista, principalmente, as experiências pioneiras de ensino que estavam sendo testadas em Santa Catarina. Assim formulamos um projeto de escola alternativa contando com a intermediação da arquiteta Janete Costa.
Partimos dos dados obtidos com a pesquisa “Oferta e a demanda de Design no Nordeste do Brasil” realizada por minha empresa de consultoria por encomenda do SENAI/Piauí. A carência de profissionais qualificados disponíveis no Ceará não correspondia à demanda reprimida existente. Nossa proposta não pretendia criar (naquele momento) a 68a Escola de Design do país. Defendiamos a criação de uma escola pioneira, inovadora em sua forma e conteúdo, livre das normas e exigências do Ministério da Educação e dos sistemas formais de ensino, sintonizada com as mudanças do mercado e as necessidades do nordeste. Capaz de oferecer ao mercado respostas em um espaço de dois anos.
Para desenhar as bases desta nova Escola de Design convidei um pequeno grupo de professores que reunidos durante uma semana em Fortaleza, estabeleceram as bases do projeto pedagógico. Participaram desse grupo: Augusto Morello, Fundador do ICSID. Presidente da Trienal de Milão. Um dos pioneiros do design Italiano. Editor e critico da Revista Estilo e Industria. Falecido em 2001. Luis Rodriguez Morales; designer Mexicano; PhD. Viveu e trabalhou no Japão, Inglaterra, Dinamarca, Holanda., Cuba e Brasil. Um dos mais consagrados autores sobre teoria e ensino do design na América Latina. Joaquim Redig; designer; professor da UFRJ. Autor de três livros sobre ensino do Design. Romeu Damaso; Professor da Escola de Design da UEMG. Falecido em 2011 Lia Mônica Rossi; MsC; Professora no Curso de Design da UFPB. Falecida em 2018
Este grupo propôs a criação de uma escola cujo ensino fosse fundamentado em três pilares: •Domínio de linguagens •Compreensão de fenômenos •Aplicações na realidade.
Foi sugerida uma grade curricular com quase 100 disciplinas de modo a dar a mais ampla visão possível do universo do design, sem concentrar-se em nenhuma especialidade, contrariando assim as recomendações do MEC, porém indo de encontro ao modelo de ensino que estava sendo adotado nas escolas de design mais avançadas do mundo.Esta escola não formaria designers Industriais, gráficos ou de interiores e sim DESIGNERS. Cidadãos conscientes de seu papel na sociedade e não mais fazedores de produtos e imagens apenas para induzir o consumo. Ao final de cada matéria ou disciplina ampliava-se a visão dos alunos, abrindo novas perspectivas e novos campos de intervenções. A organização das disciplinas pressupunha a criação de uma espiral de competência em graus crescentes de complexidade.No ultimo período seriam concentrados esforços no sentido de preparar os alunos para o mercado de trabalho constituindo eles próprios suas empresas de design. O circulo se fecharia com a criação da primeira Incubadora de Empresas do país de modo a garantir a inserção destes jovens designers no mercado de trabalho.
Devida a escassez de professores com experiência em design no Ceará decidimos concentrar as disciplinas em bloco viabilizando assim a vinda de professores de outros estados do Brasil, ou mesmo do exterior. Como estes professores seriam remunerados por hora-aula e sem vínculos poder-se-ia pagar um valor mais atraente. Para cobrir as despesas com hospedagem e alimentação a SECULT valeu-se da negociação de dívidas de impostos do setor hoteleiro com o Governo do Ceará. Para cobrir as despesas de passagens e honorários foi montado um projeto que foi aprovado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT do Ministério do Trabalho. Recursos adicionais, incluindo bolsas para professores visitantes, foram negociados e obtidos com outras instituições, tais como: CNPq e SECITECE que permitiram adquirir computadores e equipamentos para as Oficinas. Estas decisões permitiram trazer professores da Alemanha, Bélgica, Holanda, Argentina, Chile, Colômbia, México e Estados Unidos, fazendo com que o time de professores do CDC não encontrasse paralelo em nenhuma outra escola de design do Brasil. Em disciplinas cujo conteúdo não eram específicos de Design foram convidados os melhores professores locais entre eles Claudia Leitão, que posteriormente foi Secretaria de Cultura do Ceará.
O processo de seleção consistia em um preparatório com cujo numero de alunos era o dobro ou o triplo da vagas. Durante dois meses, avaliações semanais de desempenho, permitiam uma seleção dos mais talentosos.
Em artigo publicado em uma Revista Internacional a pesquisadora da Universidade da Florida, Maria Bernal, apontou o CDC como uma das duas experiências de maior sucesso no ensino de design na América Latina, ao lado da Universidad de las Américas em Puebla no/ México.
Os principais elementos de diferenciação do CDC com as demais escolas de design podem ser assim resumidos: •Preocupação em capacitar para o mercado e não para a docência (que exige diploma): •Sistema de avaliação baseado em afirmações lingüísticas e aplicação multilateral (Todos avaliam tudo e a todos); •Aprendizado baseado na experimentação e em projetos reais; •Foco nos elementos da cultura regional, porém cotejados com as tendências mundiais; •Apoio financeiro (isenção de pagamento) somente para os que necessitam e com um processo seletivo baseado no mérito. •Acompanhamento pedagógico por profissionais com larga experiência docente de projeto, fazendo a ligação entre conteúdos.
Deste modo duas turmas foram concluídas entre 1997 e 2000. A saída de Maurice Capovilla, da Direção do Instituto Dragão do Mar em meados de 2000 significou o princípio do fim do projeto inicialmente idealizado. As mudanças de orientação do Dragão precipitaram minha saída da direção do CDC em julho de 2001 assim como do coordenador pedagógico Marcelo de Resende. O novo diretor do CDC, Álvaro Guillermo, tentou manter as propostas iniciais, mesmo diante da escassez de recursos e dos novos métodos de administração. A expectativa de todos era por uma mudança do comando da SECULT com a eleição de um novo Governador que poderia então permitir retomar os rumos inicialmente traçados. As mudanças efetivamente vieram com o novo governo porem não aquelas esperadas. O Instituto Dragão do Mar foi extinto e com ele o projeto do Centro de Design do Ceará. Um dos argumentos utilizados nos discurso oficial era o fim dos recursos do FAT e necessidade de adequar o curso à realidade de um Estado pobre. A proposta de transferir o Curso de Design para o SENAC significou uma radical mudança do modelo de ensino até então defendido. O fim de uma utopia. Mais uma vez, a vitória do formalismo acadêmico sobre a ousadia e a inovação, exatamente os princípios norteadores do design. Durou pouco esta experiência. A terceira turma nunca conseguiu concluir seu curso.
Eduardo Barroso Artigo redigido em 2003 e revisado em 2018.
Relação (não exaustiva) dos professores do CDC nos primeiros anos do curso
Adélia Borges Grad. MUBE São Paulo
Alberto Ireneu Puppi PhD UFPR Curitiba
Alberto Rossa Grad. Universidade de Guadalajara Guadalajara / MX
Alvaro Guillermo Guardia São Paulo
Alvaro Hardy MsA UFMG Belo Horizonte
Amilton Arruda MsA UFPE Recife
Antonio Jorge Fonseca MsA ONDI Havana / CU
André Dalmazzo Grad. UFSM Santa Maria
Arno Vogel PhD FLACSO Rio de Janeiro
Augusto Morello Grad. ADI / ICSID Milão
Bia Martinez MsA São Paulo
Bernadete Teixeira MsA UEMG Belo Horizonte
Bernardo Krieguel Grad ESDI Nova York / USA
Carlos Alvarado Dufour MsA Azcapotazalco C. México
Celio Teodorico Santos MsA UDESC Florianópolis
Charles Bezerra MsC UFPE Recife
Cláudia Leitão PhD UECE Fortaleza
Cybele Cunha Lauande Grad. UFMA São Luís
Daniel Borgaro MsA Universidade Iberoamericana C. México
Darlan Ferreira Moreira Grad. CDC Fortaleza
Dirk Jacobs MsA HFG Antuérpia / BE
Eduardo Araújo MsC UFCG Campina Grande
Eduardo Barroso Neto MsA LBDI Florianópolis
Gissel Iza Saffar MsA UEMG Belo Horizonte
Guinther Parschalk MsA São Paulo
Gui Bonsiepe PhD CNPq Florianópolis
Helcio Noguchi Autod Rio de Janeiro
Henry Benavides MsA Bahia Design Salvador
Janet Robinson MsA ESDI Rio de Janeiro
Joaquim Redig Grad. PUC - Rio Rio de Janeiro
Jose Dias MsA UFRJ Rio de Janeiro
Jose Korn Bruzzone MsA Universidad Del Pacifico Santiago
Juan Carlos Capa MsA Madrid ES
Júlio Silveira Téc. Fortaleza
João Calligaris MsA UDESC Florianópolis
Jorge Montaña Grad. Bogotá / CO
José Marconi Bezerra MsA UFPB C. Grande
Lalada Dalglish MsA São Paulo
Lacidez Marques MsA Phillips Eindhoven / HL
Lia Mônica Rossi Grad. UFPB C. Grande
Luis Rodríguez Morales PhD Universidade Iberoamericana México
Luis Saralle MsA UNC Mendoza AR
Majoi Aina Vogel Grad. UFRJ / CDC Rio de Janeiro
Manoel Acosta Téc. Artesanias de Colômbia Bogotá / CO
Maria Regina Alvarez MsA UEMG Florianópolis
Marcelo Resende Grad. LBDI Florianópolis
Martha Alvarado MsA UAM México
Milvia Perez MsA ONDI Havana Cuba
Pedro Alan Martinez MsA Cuernavaca / MX
Priscila Farias MsA São Paulo
Roberto Bezerra MsA UFCE Fortaleza
Romeu Dâmaso Grad. UEMG B. Horizonte
Solange Coutinho MsA UFPE Recife
Tatiana Telles Ferreira MsA UFSC Mexico
Terezinha Maciel MsA UECE Fortaleza

4 de junho de 2018

João Pessoa lança na Polônia a Feira Internacional da Economia Criativa

Dentro de uma semana começa na Polônia a Reunião Anual da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, com a estreia de João Pessoa neste seleto grupo de 180 cidades de todo o mundo, representada por seu Prefeito Luciano Cartaxo, pelo Secretário de Comunicação Josival Pereira e o Diretor do Centro de Línguas Estrangeira Jonathan Vieira. Acompanho o grupo como consultor e coordenador dos projetos pactuados pela cidade quando de sua candidatura.

14 de maio de 2018

A presença de João Pessoa na reunião anual da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO

Algumas cidades buscam com o titulo de Cidade Criativa da UNESCO uma agregação de valor em sua imagem como destino turístico qualificado. Outras cidades buscam, ao entrar nessa rede, projetos e soluções para problemas comuns, compartilhando as melhores práticas em políticas urbanas e nas ações centradas na Economia Criativa por acreditarem que esse é o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável. João Pessoa é uma delas.
A presença do Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, na reunião anual das Cidades Criativas da UNESCO, em junho na Polônia, é uma demonstração inequívoca dos compromissos assumidos. Leva consigo 40 convênios de cooperação para apresentar para algumas cidades da Rede UNESCO a proposta de uma Feira de Economia Criativa em João Pessoa, cuja realização está prevista para novembro deste ano.
Em apenas seis meses participando da Rede da UNESCO João Pessoa já mostrou sua opção preferencial por desenvolver projetos e ações baseadas na cooperação e intercâmbio como forma de ganhar mais robustez e eficácia nos desafios necessários. Realizou em março o primeiro encontro das cidades criativas do Brasil (E-criativa) criando novos vínculos e fortalecendo laços de amizade, independente das cores político-partidárias de seus dirigentes.
O Programa João Pessoa Cidade Criativa da UNESCO defende a noção que o desenvolvimento harmonico e durável se consegue com inteligência e criatividade na superação dos problemas existentes, sem impactar o meio ambiente, respeitando a diversidade cultural e promovendo a inserção social, pela educação, das populações carentes ou marginalizadas.
O foco inicial sobre o artesanato e arte popular amplia-se para as demais areas da Economia Criativa. A criação de três equipamentos para atender a cadeia de produção do artesanato de referência cultural: o Laboratório de Inovação Cultural, a Fábrica Social de Artesanato e o Celeiro Criativo, respondem respectivamente pela criação, produção e comercialização de bens simbólicos de maior valor agregado. Projetos que contam em sua força de trabalho de especialistas e voluntários do Brasil e do exterior.
Parcerias entre as Prefeitura, Sebrae e Universidades viabilizam a realização de projetos e pesquisas essenciais para o esforço de criação de produtos com identidade e foco no mercado. Dentre eles: Pesquisa sobre os referentes da cultura material e iconográfica da Paraíba e uma pesquisa sobre as memórias gastronômicas, dando suporte ao projeto Saberes e Sabores da Paraíba que busca resgatar a culinária tradicional através do design e do artesanato.
O projeto da Cartografia das Singularidades Culturais é um outro esforço de desenvolvimento conjunto e compartilhado entre Puebla no México e João Pessoa. Trata-se de um aplicativo que apontará em sete mapas, um para cada cada área da Economia Criativa, o que existe de mais singular e importante na cidade. Um guia virtual inédito cujo sistema que será compartilhado com as 180 cidades da Rede UNESCO.
Participar dos encontros anuais da cidades criativas da UNESCO é ser coprotagonista de um momento histórico. Nesses encontros são propostas estratégias e metas para alterar o curso do desenvolvimento com ações centradas na educação e na cultura. João Pessoa é desde agora partícipe de uma história que poderá mudar os destinos do planeta, cuja importância, dimensão e impacto somente poderão ser percebidas e mensuradas com a lente do tempo e da distância.
A Reunião anual da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO será realizada na semana de 11 a 16 de junho na Polônia, dela participando representantes das 180 cidades da Rede. Um momento único para a troca de experiências e de identificação de novos parceiros no desenvolvimento de projetos de interesse comum.

20 de abril de 2018

Dia Mundial da Criatividade e da Inovação

Em 27 de abril de 2017, as Nações Unidas decidiram criar o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, escolhendo a data de 21 de abril para incentivar as pessoas a usar a criatividade na solução de problemas para todas as questões relacionadas com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
2018 é o primeiro ano em que será celebrado o Dia Mundial da Criatividade e da Inovação, estando programados eventos em varias cidades do Brasil.
http://www.diamundialdacriatividade.com.br/programacao
Entendo a criatividade como sendo a resposta mais surpreendente e satisfatória para um problema de qualquer natureza, usando os recursos disponíveis com economia, simplicidade e engenhosidade. Implica em olhar os problemas em todos os seus aspectos, mesmo os invisíveis, aportando uma solução inovadora e memorável.
Criatividade não é fazer algo novo. É criar uma nova realidade, que encante e seduza, diferente daquela conhecida em seus aspectos funcionais e emocionais. É tornar real aquilo que existia somente no domínio das necessidades e desejos não satisfeitos ou das intenções não realizadas, ampliando as fronteiras do conhecido. Já a inovação é o processo que torna essa nova realidade acessível as pessoas. Para ser criativo é necessário uma mudança de atitude que pode ser traduzida em comportamentos e hábitos cotidianos, tais como:
1. Um inconformismo crônico baseado na certeza que tudo, absolutamente tudo, pode ser melhorado, questionado permanentemente as certezas conclusivas;
2. Uma visão assimétrica, não linear, quântica, capaz de enxergar realidades paralelas e simultâneas, necessária para projetar futuros possíveis e desejáveis;
3. A determinação de não se contentar com as soluções fáceis e pouco arriscadas, posicionadas a meia distância dos extremos, conhecida como o caminho do meio, que é o caminho da mediocridade;
4. O desejo permanente de mudança, saindo da zona de conforto, permitindo uma distância critica, adulterada pelo excesso de proximidade com os problemas;
5. O hábito de nunca trilhar os mesmos caminhos, evitando as rotinas que entorpecem os sentidos e acomodam o espirito e nos tornam escravos de nossos vícios;
6. Experimentar o novo, sem preconceitos e prejuízos, expandindo as portas de percepção e da intuição;
7. Permitir e aceitar os erros, como partes indissociáveis dos processos criativos, sabendo também festejar os acertos estimulando o desejo de ousar e a coragem de arriscar cada vez mais, desbravando territorios desconhecidos, criando assim a espiral virtuosa da criatividade.
https://www.wciw.org/about/

8 de março de 2018

No dia da Mulher um recado para os designers

Em 1910 numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca foi decidido que o dia oito de Março seria designado como sendo o "Dia Internacional da Mulher". Esta data foi escolhida em função do primeiro protesto organizado por empregadas de indústrias têxteis de Nova York, em 1857, que reivindicavam melhores condições de trabalho, redução da jornada de 16 horas e melhores salários, já que recebiam aproximadamente um terço dos salários dos homens.
Pretendia-se com esta comemoração chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher na sociedade, promover uma tomada de consciência sobre suas dificuldades e principalmente rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher ao longo dos séculos. Mesmo nos países mais desenvolvidos e igualitários em suas oportunidades, muitas mulheres são hoje protagonistas de três jornadas de trabalho, sendo duas delas silenciosas e muitas vezes invisíveis, nos papéis de dona de casa, esposa e/ou mãe. Infelizmente, em nosso mundo contemporâneo, ávido de consumo e carente de informação, transformaram esta data em um dia propício para aquecer o comércio, estimulando a prática de dar presentes como forma de homenageá-las.
Para os designers é um dia para lembrar que produtos e serviços deveriam traduzir as diferentes expectativas e necessidades de gênero. Homens e mulheres guardam preciosas diferenças que devem ser entendidas, mantidas, respeitadas e valorizadas. Porém, quais são estas diferenças e atributos diferenciados? Para responder esta pergunta, consultei duas dezenas de amigas e colegas. Queria saber delas o que pensam de si mesmas e de nós, homens. O resultado não me surpreendeu, e apenas confirmou o que de certo modo já sabia, ou intuía. A agressividade, a objetividade, a praticidade, o pragmatismo e a lealdade são atributos 100% masculinos, enquanto que a emotividade, atenção aos detalhes, a fidelidade, a intuição, o sexto sentido, a sensibilidade e a tolerância são os atributos com os quais as mulheres, em minha modesta pesquisa qualitativa, mais se identificaram.
Como designer não me preocupo, tão somente, em projetar produtos que melhorem as condições de trabalho, reduzam o esforço físico, facilitem o uso e o manuseio dos objetos cotidianos, seja em casa ou na empresa. Sinto que é necessário, além disso, procurar entender e decodificar a lógica da fruição entre a mulher e seu mundo material. Agindo assim estaremos usando com um pouco mais de sabedoria e sensibilidade (que dizem que nos falta) os repertórios simbólicos do universo feminino que funcionam como insumos inconscientes para sua autoestima e valorização pessoal. Finalizo deixando um abraço carinhoso às amigas que me ajudaram nesta pesquisa em 2012* e, através delas, homenageando todas as mulheres com as quais compartilho meu trabalho, meus sonhos e expectativas.
* Obrigado Ana Claudia, Ananélia, Ana Maia, Angela, Áurea, Beth, Helena, Heloisa, Janine, Maria Célia, Milena, Mônica, Regina A, Raquel, Regina C, Rosa, Rossana, Teresita e Wanessa.
Publicado originalmente em 08/03/2012

26 de novembro de 2017

01 de Maio – Dia Nacional do Design na França

Proponho, a quem de direito, que a partir de 2018 o dia 01 de maio seja considerado na França como o Dia Nacional do Design, fazendo uma justa homenagem a pessoa que mais batalhou pela promoção da cultura do design na frança. Anne-Marie Boutin, nasceu no dia 01/05/1938 e pelo ao menos, desde o ano que a conheci, foi a pessoa mais qualificada para falar sobre o design Francês. Nos encontramos pela primeira vez no congresso do ICSID em Amsterdam, 1984. Anne-Marie foi a primeira diretora do Les Ateliers de Paris, na época a mais interessante escola de design na Europa. Na visita que fiz descobri um modelo de ensino muito mais próximo da realidade influenciando minhas escolhas quando o tema era o ensino do design. Quando Luiza, minha filha caçula, teve de fazer o estagio de conclusão de curso e escolheu o Les Ateliers tomou a decisão mais sábia de sua vida. Era o lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. Les Ateliers dirigido por uma matemática que amava o design, de temperamento forte, postura dura, porém sensível as questões sociais e uma visão de futuro pelo qual todos lutamos. Foi fundadora e presidente da APCI (Agencia francesa para a promoção da criação industrial) até sua morte, no dia 20 de novembro passado. Criou em 1999 o premio Observatório do Design, considerado o Oscar do design francês. Passou a vida tentando conciliar o mundo do design com o mundo da política pública. Por sua defesa do design conquistou muitos desafetos, que jamais deixarão de reconhecer sua importância. Encontramos-nos poucas vezes. A meu convite veio ao Brasil contar um pouco sobre sua experiência como promotora do design. Sempre que passava por Paris tentava fazer-lhe uma visita de agradecimento. Considero improvável que alguém tenha dado sua vida mais do que ela pela valorização do design na França. Faleceu sem conseguir realizar seu maior sonho o Centro Nacional de Design que espero, mais dia menos dia, há de surgir.

2 de novembro de 2017

João Pessoa Cidade Criativa da UNESCO no artesanato e na arte popular

João Pessoa Cidade Criativa da UNESCO no artesanato e na arte popular é o titulo que a capital da Paraíba recebeu no último dia 31 de outubro após um longo processo, que poucos sabem começou alguns anos atrás. A cada dois anos a UNESCO lança o edital para que as cidades interessadas se inscrevam para entrarem na Rede. Quando o resultado é anunciado, meses mais tarde, muitos questionam, por desconhecimento, as razões porque essa ou aquela cidade foram aceitas e outras rejeitadas. Conhecer os mecanismos e exigências da UNESCO é fundamental antes de se fazer qualquer crítica responsável.
Para fazer parte da Rede da UNESCO é necessário responder satisfatoriamente uma serie de perguntas que uma cidade de pequeno porte terá grande dificuldade, dentre elas a existência de um mercado demandante compatível com a oferta de bens simbólicos; da existência de ações de envergadura internacional e do desejo e da capacidade de investimento do poder público. Essa simples razão explica o porquê da maioria das cidades da Rede serem capitais e poucas delas cidades do interior. Essa conquista foi obtida não somente pelos méritos e ativos culturais que a cidade ostenta ou pelos investimentos na economia criativa realizados nos últimos cinco anos, mas também por suas propostas de futuro. São ações que quando realizadas a partir de 2018 abrirão novos mercados para o artesanato Pessoense, Paraibano, Nordestino e Brasileiro seja através da cooperação técnica internacional, seja pela participação em eventos especializados para os quais nossos talentosos artistas serão constantemente solicitados em participar. Do seleto grupo de 180 cidades de todo o mundo que compõe a Rede da UNESCO apenas oito cidades brasileiras conseguiram até o momento essa façanha. São elas: Brasília e Curitiba no design, Salvador na música, Belém, Florianópolis e Paraty na gastronomia, Santos no cinema e João Pessoa no artesanato.
João Pessoa se destaca em todas as sete áreas da Economia Criativa definidos pela UNESCO. A decisão de priorizar o artesanato e a arte popular em seu dossiê de candidatura foi em razão de ser um segmento que necessita do poder público por sua fragilidade sócia econômica e pelas possibilidades de ações transversais com o design, o turismo e a gastronomia, criando uma espiral virtuosa. Receber esse título é sem dúvida razão para comemorar, mas também para se preocupar em realizar o que foi prometido. Para isso será necessário à participação de todas as instituições e lideranças envolvidas com a Economia Criativa, seja em nível municipal, estadual ou federal, deixando de lado as intrigas e picuinhas políticas do passado. Afinal estamos olhando para o futuro e para o bem comum. Uma cidade criativa é antes de tudo colaborativa.

31 de outubro de 2017

João Pessoa - Cidade UNESCO do Artesanato

João Pessoa foi escolhida, junto com Brasília (design) e Paraty (gastronomia), para se integrarem a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. O objetivo dessa rede é posicionar a economia criativa no centro das políticas publicas municipais, estimulando o intercâmbio de especialistas e divulgando as melhores práticas em ações de interesse comum. João Pessoa foi reconhecida por sua riqueza cultural, expressa através de sua arte popular e de seu artesanato, dos ativos existentes no município e por sua visão de futuro apresentada em um plano de trabalho inovador. Dentre as ações previstas para o próximo ano está a criação de um Laboratório de Inovação e Design para o Artesanato e a realização de uma Feira Internacional de Artesanato com a participação de artesãos e artistas convidados de outras cidades da Rede. No próximo encontro anual das cidades criativas, em junho de 2018 na Polônia, João Pessoa será apresentada à Rede juntamente com as demais 63 cidades do mundo escolhidas pela UNESCO. Esse reconhecimento da UNESCO foi obtido graças ao esforço coordenado pelo SEBRAE na elaboração do dossiê contemplando todas as exigências deste processo de designação que ocorre somente a cada dois anos. O comunicado foi feito pela diretora da UNESCO, Irina Bokova, neste 31 de outubro de 2017.

2 de julho de 2017

Retrospectiva profissional

2017Autor de um dos sete projetos premiado no Consurso de Mobiliário Urbano realizado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis – IPUF. Convidado pelo SEBRAE/Paraíba para proferir palestra sobre “A importancia das Políticas Públicas sobre Economia Criativa para o Desenvolvimento Urbano”. Responsável pela elaboração do Dossiê de Candidatura de João Pessoa para se integrar a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. Contratado pelo SEBRAE/ Paraiba e Prefeitura de João Pessoa para elaboração do Plano de Trabalho 2018 do “Programa João Pessoa Cidade Criativa da UNESCO”
2016 Professor estrangeiro visitante no Tecnológico de Monterrey, Campus Puebla. Participa da Reunião Anual das Cidades Criativas da UNESCO em Ostersund / Suécia e da Reunião de Pequin na China, representando Florianópolis. Propõe a criação do Laboratório de Inovação Cultural em Puebla e coordena o projeto Saberes e Sabores de Puebla, patrocinado pelo Governo de Puebla. Membro Honorário do Conselho Consultivo da licenciatura de design da Universidade Iberoamericana de Puebla / México. Palestrante convidado no 4º Encontro Latino-americano de FoodDesign em Ensenada / México.
2015 Participa da Reunião anual da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO em Kanazawa / Japão, representando a cidade de Florianópolis. Conferencista convidado pela Universidade do País Basco em Danostia / Espanha. Coordena o projeto Saberes e Sabores de Santa Catarina. Contratado como Professor estrangeiro visitante no Tecnológico de Monterrey, Campus Puebla muda-se para o México. Professor líder no projeto Betterware Design-lab. Professor convidado no Programa Internacional de Design Thinking e Inovação em Negócios do Design and Bussiness Innovation Institute em Guadalajara / México. Professor convidado na Universidade de Misiones e Universidade de Rosário / Argentina.
2014 Coordena a reformulação do Prêmio SEBRAE TOP 100 para sua 4ª edição. Realiza cursos sobre Design Territorial em Buenos Aires e Pergamino / Argentina. Palestrante convidado no Congresso Factor. Querétaro / México. Palestrante convidado pelo Centro de Design de Oaxaca. Conferencia Magistral na Universidade Iberoamericana de Puebla. Palestra na Universidade da Fronteira Norte em Tijuana. Realeza o workshop de Design Territorial em Ensenada / México e em Florianopolis na Universidade de Santa Catarina. Elabora por solicitação do SEBRAE Nacional a “Cartilha do Artesanato Competitivo”.
2013 Retorna à Florianopolis. Elabora proposta de inserção de Florianópolis na Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. Diretor de Inovação da Associação FloripAmanhã.
2012 Cria e coordena a realização do projeto “Passaporte Cultural” no âmbito do CNPq patrocinado pelas embaixadas da Argentina, Bélgica, Espanha, Índia, México, Portugal, Peru e Suécia. Elabora para o SEBRAE Nacional o “Termo de Referência sobre Economia Criativa”
2011 Cria e coordena os Primeiros Jogos Internos do CNPq. Uma experiência pioneira de gestão do design aplicada na administração pública. Elabora para Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura o projeto de criação da “Rede Brasileira de Cidades Criativas”, patrocinado pelo ITAU/ Cultural. Coordena a 3a Edição do Prêmio SEBRAE TOP 100 do Artesanato Brasileiro. Palestrante convidado no “3º Foro de Inovação das Américas” realizado em Montevidéu / Uruguai.
2010 Realiza pesquisa sobre Matriz Identitária em três municípios do Nordeste: Porto de Sauípe (BA), Alagoa Nova (PB) e Barreirinhas (MA). Participa do grupo curador do Projeto Talentos do Brasil e redige a “Cartilha das Artesãs”, publicado pelo Ministério da Agricultura. Assume a Coordenação Geral de Recursos Humanos do CNPq, em Brasília, criando o Programa de Educação Corporativa de mestrado e doutorado “in company”.
2009 Contratado pela Fundação Catarinense de Cultura para desenvolver o projeto do Prêmio “Mérito Cultural Catarinense”. Participa em São Paulo como palestrante do Fórum de negócios Brasil / México. Participa como convidado da UNESCO do primeiro Fórum Mundial das Indústrias Criativas, realizado em Monza na Itália. Palestrante convidado da Municipalidade de Buenos Aires; da Federação Industrial da Argentina e do Centro Metropolitando de Diseño.
2008 Redige e publica, Pelo Instituto D´Amanhã o livro “Parintins – Duas faces da mesma moeda”. Coordena a segunda edição do Prêmio SEBRAE TOP 100 do Artesanato Brasileiro. Realiza planejamento estratégico da Fabrica da Pedra em Alagoas e do programa de Artesanato do Estado do Maranhão. Coordena o projeto denominado “Saberes e Sabores do Maranhão" patrocinado pelo Governo do Estado.
2007 Convidado pela UNESCO para integrar o grupo de consultores do Programa Design 21 – Social Design Network. Redige, a pedido do SEBRAE, o livro “Estratégias de Design e Inovação para as pequenas e micro empresas”. Convidado para participar como palestrante no Fórum Internacional de Design em Monterrey / México, organizado pela UDEM. Coordena a realização do Fórum Internacional do Design Social realizado em São Paulo. Preside o comitê de Inovação e Design do Word Trade Center / Clube de Negócios de São Paulo. Participa como especialista convidado da pesquisa “O futuro do turismo em Santa Catarina” coordenada por Domenico de Massi.
2006 Coordena o Projeto “Top 100 do Artesanato Brasileiro” patrocinado pelo SEBRAE. Ministra curso sobre Gestão do Design para grupo de professores do Instituto Tecnológico de Monterrey / México. Ministra as Disciplinas de “Ética, identidade Cultural e cidadania; e Projeto experimental de Identidade pessoal” no curso de Design da UNISUL. Presidente do Júri do 41º Festival Folclórico de Parintins – Amazonas. Presidente do Júri da etapa eliminatória do concurso AngloGold Ashanti de Design de Jóias – São Paulo. Presidente do Júri do Prêmio Top 100 do artesanato brasileiro. Presidente do Júri do II Salão Municipal de Artesanato da Prefeitura de Fortaleza. Membro do Júri da UNESCO para outorga do selo de excelência do artesanato do da América Central e Caribe em Havana / Cuba.
2005 Coordena o processo de planejamento estratégico de criação da A2D – Agencia para a promoção do design cerâmico. Coordena o processo de criação e implementação dos Programas de Artesanato das Prefeituras de Fortaleza CE; Prefeitura de São Luis – MA e do SEBRAE Amazonas. Desenvolve para o CEART – Centro de Artesanato do Ceará na uma ferramenta de avaliação de produtos. Propõe e criação de um Prêmio nacional para o artesanato competitivo, denominado “TOP 100 do Artesanato Brasileiro” cujo patrocínio foi assumido pelo SEBRAE Nacional. Ministra as Disciplinas de “Ética, identidade Cultural e cidadania; Projeto experimental de Identidade pessoal e Projeto experimental de design de produtos” no curso de Design da UNISUL. Ministra a disciplina “Design Urbano e identidade local” no curso de pós-graduação sobre Interpretação do patrimônio no Centro de Estudos Olga Mettig em Salvador /Bahia. Ministra palestras em: Aracaju/SE (Inauguração da Incubadora de Empresas de Design); Belo Horizonte/MG (Seminário sobre a Estrada Real); Blumenau/SC (Semana de Design da FURB); Colatina/ES (Seminário para setor têxtil e confecções); Florianópolis (1º Fórum Design Cerâmico); Fortaleza/CE (Seminário Internacional de Artesanato); Goiânia/ GO (Semana do artesanato); Guaramiranga/CE (seminário de avaliação do CEART); Londrina/PR (Casa Cor); Rio de Janeiro/RJ (Seminário de avaliação do PSA- SEBRAE); São Paulo/SP (Evento Mãos que fazem o Brasil); Teresina/PI (Casa Piauí/2005). Homenageado durante as comemorações dos 10 anos da APDesign – Associação dos Designers do Rio Grande do Sul. Presidente do Júri do 40º Festival Folclórico de Parintins/AM.
2004 Coordena a segunda Oficina de Design Urbano em São Desidério / Bahia. Coordena o Projeto de pesquisa Iconográfica do Rio Grande do Norte, publicado pelo SEBRAE/RN. Participa como jurado do Prêmio da UNESCO de Artesanato para América Latina e Caribe na cidade de Salvador. Coordena o Planejamento estratégico para a comunidade de artesãs da Reserva Mamirauá / Amazonas e para Prefeitura de São Luis / Maranhão. Contratado como conferencista para os seminários promovidos pela AngloGold em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Contratado como consultor em Design Estratégico pela Dryzun Joalheiros / São Paulo. Participa como especialista convidado do SGT-7 Mercosul para definição da nomenclatura relacionada com o artesanato. Palestrante convidado pela Universidade Católica do Chile. Participa como conferencista convidado em eventos especializados nas cidades de Cabo Frio, Londrina, Maceió, Nova Friburgo e João Pessoa.
2003 Coordena o Primeiro Workshop sobre Design Urbano do país, realizado na cidade de Barra de São Miguel / Alagoas. Participa do grupo técnico encarregado de redigir o Termo de Referencia para o programa Nacional de Artesanato do SEBRAE. Coordena os Projetos de Pesquisa Iconográfica do Paraná, publicado pelo SEBRAE/PR e do Maranhão. Publicado pelo Governo do Estado. Participa com o palestrante convidado em eventos realizados nas cidades de: Araxá, Belo Horizonte, Cascavel, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Londrina, Maringá, Natal, Pato Branco, Porto Alegre, Salvador, São Luis e Vitória. Redige o projeto pedagógico para criação do Curso Superior de Design na UNISUL /Florianópolis.
2002 Coordena em Bogotá um workshop de duas semanas sobre a Nova Joalheria Colombiana e outro sobre a utilização do Bambu na cidade de Cajueiro em Alagoas. Cria os dois primeiros cursos de pós-graduação em Design Estratégico no país, realizados nas cidades de Maceió/AL e Natal/Rn. Professor convidado do Mestrado em Gestão do Design na Universidade de Guadalajara / México. Coordena Missão Técnica do SEBRAE à Colômbia e ao México. Coordena o projeto de pesquisa “Memória do Artesanato Brasileiro” cobrindo os 27 estados brasileiros, publicado em CD-ROM pelo SEBRAE.
2001 Coordena com a empresa O2 um Workshop de design para Mosaicos Venezianos em Cuernavaca para desenvolvimento de novos produtos. Contratado pelo SEBRAE/Alagoas para coordenar a implantação do Programa Via Design no Estado. Ministra curso de aperfeiçoamento sobre Gestão Cultural em Belo Horizonte e participa como professor convidado do III Curso Intensivo para o Setor Artesanal realizado na Embaixada da Espanha em Santa Cruz de la Sierra – Bolívia. Redige o projeto de criação da Incubadora de empresas de design para a cidade de Fortaleza.
2000 Convidado pelo Sistema CRECE – Centros Regionais de Competitividade Industrial do México, como palestrante nas cidades de Acapulco, Cuernavaca, Guerretaro, Distrito Federal e Monterrey. Coordena o planejamento estratégico da Empresa Mosaicos Venezianos de México. Em Fortaleza coordena o planejamento estratégico do Programa Cearense de Design. Redige o Projeto "Infraestrutura sustentada para o artesanato do Estado do Pará". Forma a segunda turma de designers do Centro de Design do Ceará durante a segunda Semana Cearense de Design.
1999 Coordena Missão técnica do SEBRAE à Colômbia e ao México para conhecer Programas de apoio ao Artesanato. Realiza em Fortaleza o Primeiro Encontro Ibero-Americano de Design e Artesanato com o patrocínio do Governo da Espanha. Publica o Catálogo de Produtos Artesanais do Pará e do Piauí. Redige o projeto do Museu do Mar do Ceará. Realiza em Fortaleza o primeiro curso de pós-graduação em Design Digital.
1998 Realiza a pesquisa sobre a Demanda de Design no Nordeste do Brasil. Assessora o SEBRAE/Pará na implantação do Programa Estadual de Artesanato. Coordena a realização do Pará Design'98. Coordena em Fortaleza o Workshop de Análise dos Institutos e Laboratórios de Design. Realiza a Pesquisa de Identificação dos Produtos Artesanais do Piauí. Organiza a Primeira Semana Cearense de Design formando a primeira turma de designers do Centro de Design do Ceará. Designado pelo ICSID como Conselheiro regional para a América Latina.
1997 Contratado para coordenar a implantação e dirigir o Centro de Design do Ceará. Conferencista convidado do Congresso “The Human Village”, realizado em Toronto / Canadá. Consultor técnico na criação do Programa Brasileiro de Design para o setor cerâmico, na montagem do Programa Via Design, do SEBRAE/RS e na implantação do Programa de Artesanato do Piauí. Coordenador técnico do Workshop “Identidade dos produtos gaúchos”. Desenvolve o projeto de diagnóstico da competitividade da Indústria têxtil da Colômbia. Professor convidado nos cursos oferecidos pela Fundação Espanhoa de Artesanato, realizados no Brasil e Bolivia. Agraciado com o prêmio do mérito profissional concedido pelo CODIGRAM, durante o IV Congresso Mexicano de Design. Cria a empresa Barroso Design Ltda.
1996 Participa em Lyon/França da criação da Associação Internacional Design Sem Fronteiras. Organiza no Rio de Janeiro o Primeiro Fórum de Integração do ICSID na América do Sul. Organiza em Florianópolis o Seminário Internacional “Mar / A nova fronteira do design”. Participa do Seminário de Integração do ICSID em Nagoia/ Japão. Organiza em Bogotá / Colômbia o Seminário Internacional “Diseño sin Fronteras” com a participação d a diretoria do WCC- World Craft Council. Coordena a realização do Workshop Armênia'96 para desenvolvimento de novos produtos artesanais. Participa do Interdesign México'96 coordenando o grupo de projetos de embalagens para produtos típicos de Morelos. Desenvolve o projeto de criação do Centro de Design do Ceará.
1995 Coordena na Colômbia a criação dos Laboratórios de Design para o Artesanato e a Pequena Empresa. Convidado pelo Ministério do desenvolvimento econômico da Colômbia redige o Programa Prometheus “Programa Colombiano de Diseño”. Convidado pelo Ministério da Indústria e Comércio do Brasil elabora termo de referência para criação do Programa Brasileiro de Design. Coordena em Anvérs/Bégica um seminário denominado “Les Jeux du Design”. Professor convidado pela ECAL/Suíça; Ecole des Beaux-Arts de Nancy e de Lyon/ França; Universidad de Nuevo Leon/ México e Festival de Inverno de Ouro Preto. Organiza em Florianópolis o Fórum “Design no Mercosul” e passa a coordenar o Programa Catarinense de Design. Participa ainda de eventos na África do Sul, Chile, Itália, México e em Taiwan, onde se reelege para um segundo mandato como diretor do ICSID, tendo sido o candidato mais votado com mais de 90% dos votos.
1994 Convidado pela Universidade Nacional de Córdoba para acompanhar, como professor visitante, o desenvolvimento dos projetos de graduação da primeira turma de alunos de Design Industrial. Convidado por Artesanais de Colômbia para montar um Programa de Design para apoiar o setor artesanal. Coordena o Interdesign Colômbia 94. Convidado pelo Governo da Coréia do Sul para participar do Programa Design Clinic, prestando assessoria a três empresas. Participa de eventos organizados pelo ICSID na Alemanha e Suécia. Organiza em Florianópolis o Fórum Internacional Design e Diversidade Cultural com convidados de cinco continentes. Participa do Primeiro Congresso Brasileiro de Design como coordenador do grupo de formação do Condesign - Conselho Nacional de Design. Presta assessoria em design estratégico para a Cerâmica Cecrisa de Santa Catarina. Cria o Prêmio Brasileiro de Design Cerâmico. Ministra cursos na ECAL/Suíça; IED/Itália; Universidad de Valparaise/ Chile; Tecnológico de Monterrey/México; Centro Diseño La Recolleta e UNC/Argentina; Universidad Tadeo Lozano, Universidad de los Andes e Universidad de Risaralda/ Colômbia; PUC/RS, UFPB e ESDI/Brasil.
1993 Participa em Barcelona/Espanha, do Seminário Internacional sobre Centros de Design. Participa como professor convidado de workshop de projetos para Elf-Etochen, realizado na cidade de La Roche sur Foron / França. Novamente professor convidado do IED/Milão e ECAL/Suíça. Palestrante convidado na ESCP/Paris e Université de Compiégne. Indicado para concorrer a direção executiva do ICSID – Conselho Internacional das Sociedades de Design Industrial, é eleito no congresso de Glasgow/Escócia, passando a ser o primeiro designer do hemisfério sul a chegar a esta posição. Participam desta diretoria Mai Felip/Espanha, Uwe Bahnsen/Suíça, Dieter Rams/Alemanha, Alexander Manu/ Canadá, Jens Bernsen/Dinamarca, Gianfranco Zaccai/Estados Unidos, Kazuo Morohoshi/Japão e Zbynek Vokrouhlicky/ República Tcheca. Realiza em Florianópolis o Interdesign Brasil 93, sobre os “Usos criativos da madeira reflorestada”.
1992 Com bolsa da CAPES, participa do Curso de Design Management, oferecido pela Domus Academia, em Milão. De regresso ao Brasil organiza em Curitiba o Workshop Internacional “Renovação Tecnológica em Design”. Participa do Congresso Havana 92’ como conferencista convidado. Professor convidado do IED/Milão; ECAL/Suíça, ISDI/Havana e UAM/México, onde ministra cursos sobre Gestão do Design.
1991 Coordena missão técnica à Itália, Suíça, França e Espanha, com o objetivo de conhecer experiências didático-pedagógicas de ensino do design, estabelecer intercâmbio com as universidades e levantar subsídios para elaborar proposta de curso de mestrado em design para PUC/Paraná. Participa como especialista convidado do Ministério da Saúde sobre Seminário Franco Brasileiro sobre Tecnologia de produtos / Brasília. Palestrante convidado para o Primeiro NDesign / Curitiba. Participa do Workshop “Avaliação e Perspectivas em Design” organizado pela FUMA e CNPq / Belo Horizonte. Membro do Júri do primeiro Concurso Brasileiro de Design de Jóias – promovido pelo IBGM e H.Stern / São Paulo.
1990 Organiza em Florianópolis o Workshop Internacional “O Ensino do Design Industrial” reunindo representantes de 45 Universidades da América Latina e Europa dando início à Rede Latino-Americana de Intercambio entre docentes de Design. Publica o primeiro cadastro de professores de Design da América latina e Caribe. Colabora na organização da Primeira Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Convidado para participar como conferencista na Universidade Católica do Chile e na Universidade de Valparaiso.
1989 Participa como conferencista convidado do IV Congresso da ALADI em Cuba e de Seminário promovido pela UAM/Azcapotazlco no México. Cria no LBDI o regime de residência para designers recém-graduados. Inicia a pesquisa sobre as embarcações de pesca artesanal no sul do Brasil. Relator do Subgrupo de Design Industrial do Programa de Avaliação em Ciência e Tecnologia do CNPq.
1988 Transforma o LDP-DI/SC no LBDI – Laboratório Brasileiro de Design. Cria o Núcleo de BioDesign com o apoio do Ministério da Saúde. Coordena o workshop “O Ensino do Design nos Anos 90” realizado em Florianópolis, que reuniu todas as escolas de design do país, dando origem à “Carta de Canasvieiras” documento-marco que propôs a criação da ABEND - Associação Brasileira de Ensino do Design e a mudança da denominação dos cursos de Desenho Industrial para Design Industrial e Programação Visual para Design Gráfico.
1987 Transfere-se para Florianópolis para dirigir o LDP-DI/SC - Laboratório de desenvolvimento de produtos e desenho industrial de Santa Catarina, criado e, até então, dirigido por Gui Bonsiepe. Assessora a FUCAPI/Manaus na criação de uma Unidade de Design. Elabora Projeto de Criação de um Centro de Design por solicitação da Agência de Desenvolvimento do Rio de Janeiro.
1986 Convidado pela Empresa Vittel, da França para um concurso “Projeto da Garrafa de Água do ano 2000”. Participam do Concurso Philippe Starck, Gaetano Pesce, Emilio Ambasz, James Wines, Peter Cook. Seu projeto é comprado pela empresa e exposto no Centro Georges Pompidou de Paris, tendo sido publicado em mais de 50 revistas em todo o mundo. Licencia-se do CNPq e retorna para Belo Horizonte para trabalhar como designer da Empresa P&B, com João Delpino, onde desenvolve projetos de embalagens para indústrias de cosméticos, dentre estes a Linha Ágilis para Água de Cheiro. Contratado pela FUMA para ministrar a disciplina de Projeto de Produto para os alunos do último período.
1985 Organiza na Bahia a primeira Feira Brasileira de Tecnologia de Alimentos em Itabuna. Acompanha a implantação de Programas de Tecnologia Apropriada nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1984 Obtém bolsa de estudos do Governo Italiano/ Ministério de Assuntos Estrangeiros, para participar de Curso de Especialização em Desenvolvimento Rural em Lucca / Itália. Retornando ao Brasil é designado pelo SESU/MEC – Secretaria de Estudos Superiores do Ministério da Educação para coordenar o grupo de especialistas encarregado de estudar e propor reformas para o ensino do Design. Realiza, no Rio de Janeiro, o Primeiro Encontro dos Diretores das Escolas de Design do Brasil em paralelo ao 3º Congresso da ALADI - Associação Latino Americana de Design Industrial.
1983 Cria e coordena o PTTA - Programa de Transferência de Tecnologias Apropriadas ao Meio Rural, envolvendo vários órgãos federais. Realiza a maior pesquisa sobre a oferta de design já feita no Brasil, cadastrando 1500 profissionais. Coordena a pesquisa sobre o Ensino de Design no Brasil que resulta na publicação “Desenho Industrial Brasileiro – Uma perspectiva educacional”, coordenado por Geraldina Porto Witter e Silvana Goulart.
1982 Cedido para o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, muda-se para Brasilia, para implantar com Gui Bonsiepe um Programa de apoio ao Design. Organiza o espaço Design na II FEIRA Brasileira de Negócios em São Paulo. Organiza a Rio Export Design no Rio de Janeiro com o apoio do Escritório Verschlaisser e Visconti. Redige e publica o primeiro Catálogo sobre a Oferta Brasileira de Empresas de Design do País. Coordena e publica os melhores projetos do Primeiro Concurso Nacional de Tecnologias Apropriadas / Equipamentos agrícolas.
1981 Trabalha como designer na Prefeitura Municipal de Lausanne, desenvolvendo projetos de mobiliário urbano e adaptações de exposições, entre elas “Le temps de Gare” do Centro Georges Pompidou. Conclui o Curso de “Master em Design” com a Tese “Manual de Recomendações sobre Mobiliário Urbano”. Retorna ao Brasil e cria o Núcleo Básico de Design, primeira Associação de Designers de Minas Gerais. Publicado pelo CNPq a versão em português do livro “Estratégia de Design para os países periféricos” prefaciado por Gui Bonsiepe e publicado na França pelo CRCT – Centro de Pesquisa da Cultura Técnica.
1980 Desenvolve trabalhos de design de mobiliário para o Bureau Nisse Strinning atendendo demandas de indústrias da Alemanha, Itália e Suécia. Obtém bolsa de estudos para fazer o Curso de Especialização da EPFL – Ecole Polithecnique Federale de Lausanne, sobre “Estratégias para Países em vias de Desenvolvimento”. Com Fabrício Vanden Broeck e Thomas Kollbrunner, escreve e publica na Revista DIN – Design Information Network, a monografia “Estratégia de Design para os paises em desenvolvimento”.
1979 Obtém bolsa de estudos do CNPq e muda-se para Lausanne / Suíça, para fazer pós-graduação na ECAL – Ecole Cantonale de Beaux Arts et d`Art Aplique de Lausanne. Em parceria com Gerard Niermont projeta o stand da ECAL na Feira das Invenções de Genebra.
1978 Participa do projeto de Sinalização de Segurança para VALEP coordenado por João Delpino. Coordena a equipe que desenvolve o Projeto de Sinalização do Hospital do Instituto de previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais. Desenvolve inúmeros projetos de design gráfico para a Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais, principalmente material de divulgação de eventos.
1977 Participa do Projeto de Sinalização Urbana da Cidade de Ouro Branco /MG e realiza projetos de programação visual para diversos estabelecimentos comerciais, tais como, Construtora Brazão; Construtora Reside, Papelaria Rex; Confecções Gulp; Laboratórios Biotest; Farmácias Catalão.
1976 Desenvolve projeto de Sinalização Urbana para Prefeitura de Belo Horizonte, apresentado no DESIGN 76’ Congresso de Design realizado pela ABDI em São Paulo. Como free-lance desenvolve projetos de Programação Visual para diversas empresas comerciais.
1975 Participa do Projeto de Mobiliário Urbano contratado pelo Programa 06 do Ministério da Indústria e Comércio. Desenvolve como free-lance, projetos de comunicação visual para a rede de Farmácias Santa Marta e as empresas Acqua; Irmãos Fernandes e Fayal.
1974 Realiza viagem à Europa visitando 11 países. Aprovado no vestibular para o Curso Superior de Desenho Industrial na UMA - Universidade de Minas Gerais. Desenvolve projeto de Sinalização institucional e participa do projeto de Sinalização Urbana para a Cidade de Contagem.
1973 No dia 13 de janeiro é contratado pelo CETEC - Centro Tecnológico de Minas Gerais - para o cargo de designer/comunicador visual. Participa da equipe de desenvolvimento do Projeto do Edifício sede da USIMINAS coordenada por Álvaro Hardy. Ganha em parceria com Marcelo Resende concurso de Programação Visual da CEMIG.
1972 Inicia os estudos superiores de Artes Plásticas na Escola Guignard. Começa trabalhar com o arquiteto Álvaro Hardy em projetos de design gráfico. Participa como ilustrador da revista de humor "Aliás". Ganha o primeiro prêmio no Salão de Arte de Divinópolis, Menção Honrosa no Salão Antônio Parreiras de Juiz de Fora e no Primeiro Salão Global de Inverno BH promovido pela Rede Globo.
1971/70 Colaborar com o arquiteto Cid Horta na apresentação de projetos entre eles da Igreja Santana da Serra e Postos de Gasolina para Texaco.
1969 Contratado para trabalhar como o arquiteto Alvimar Moreira como desenhista e ilustrador na Construtora Penaco, em Belo Horizonte.
1968 Contratado como desenhista técnico pela Construtora Fayal S/A. 1967 Primeiras lições de desenho e pintura com José Renato Pimentel.

23 de junho de 2017

Tactica y estrategia

Mi táctica es 
mirarte 
aprender como sos 
quererte como sos 

mi táctica es 
hablarte 
y escucharte 
construir con palabras 
un puente indestructible 

mi táctica es 
quedarme en tu recuerdo 
no sé cómo ni sé 
con qué pretexto 
pero quedarme en vos 

mi táctica es 
ser franco 
y saber que sos franca 
y que no nos vendamos 
simulacros 
para que entre los dos 
no haya telón 
ni abismos 

mi estrategia es 
en cambio 
más profunda y más 
simple 

mi estrategia es 
que un día cualquiera 
no sé cómo ni sé 
con qué pretexto 
por fin me necesites”
Empezar por ese poema de Mario Benedetti lo hizo motivado por dos razones. Para dar un ejemplo poético sobre lo que sea táctica y estrategia y aún por creer que solo las cosas que nascen en el corazón pueden, y deben, prosperar. ¿Cuál es la diferencia entre táctica y estrategia? La primera es el método y la segunda el objetivo. Son palabras militares. Con las tácticas se gañan las batallas y con la estrategia se gaña la guerra. Estrategia significa utilizar acciones tácticas y operacionales para conquistar o mantener un territorio. Aplicar esos conceptos al diseño significa tener muy en claro donde queremos llegar y por cuales caminos.
Diseño nos es solo método, que se imparten en las escuelas y se perfeccionan en la vida real. Diseño es saber utilizar el método para lograr en el final una respuesta para un problema, de modo innovador, sorprendente y bello.
Esa afirmación me obliga definir mis conceptos para: Innovador, sorprendente y bello. Innovador significa lograr que su creación original sea comercializada o utilizada, pues si ese producto o servicio no llega en la vida real, para nada sirvió. La diferencia entre invención y innovación es que la primera amplia la frontera del conocido y la segunda los resultados están disponibles y accesible, sea en el mercado o en la vida cotidiana. Crear y innovar. Dos cosas distintas. Solo acumular experiencias y conocimientos, mismo que novedosos, sin aplicación en la vida real suena ser una patología mental. Hay que buscar viabilizar nuestras ideas y nuestros sueños. Y los sueños que se suena juntos son los mejores.
Diseño es design. Design significa proyecto. Y proyecto es una secuencia de actividades con fechas y costos pre definidos donde el resultado final es algo que hasta entonces no existía. Proyectar (o diseñar) es construir nuevas realidades. Es ampliar el mundo material y visual en que vivimos. Esa dimensión humana del diseño, capaz provocar cambios de comportamientos, implica en una enorme responsabilidad socio, cultural y ambiental. Innovar sin impactar debería ser el paradigma de los diseñadores del siglo XXI.
El buen diseño tiene aún que sorprender. Y solo el corazón, a través de ritmo de sus latidos, determina nuestro grado de satisfacción y encantamiento. El diseño tiene que tocar el corazón, pues también nasce en el corazón. No se hace diseño sin emoción. Del corazón nascen las ideas más espontaneas y las respuestas más verdaderas. El corazón es la brújula de la intuición, otro atributo indispensable de un diseñador y temerario para un ingeniero. Nuestra decisiones finales casi siempre ocurren dentro de una lógica nebulosa, donde dos más dos no son necesariamente cuatro.
Y por final tiene que ser bello o por lo menos llegar muy próximo de un estándar de calidad estética definido por su público blanco. Los conceptos de equilibrio y harmonía non son los mismos para todos. Como cantaba Caetano Velloso; “…bello es solamente lo que es espejo”.
Entonces miremos-nos en el espejo. ¿Quién somos? Somos seres singulares, con experiencias diferentes. Esa singularidad es que define nuestra identidad, el más precioso atributo que disponemos. Por eso la primera cosa es amar a sí mismo. Tener el auto estima siempre arriba. Creer en su propia capacidad de lograr sus sueños. Esa singularidad es lo que diferencia los productos y servicios de calidad en un mundo cada vez más competitivo. Sea en el mercado o en el campo de las ideas. Por eso hay que buscar nuestras raíces culturales, revisitar nuestro pasado, decodificar nuestro repertorio cultural para sacar ideas aun singulares.
Por fi, tenemos que contextualizar el campo y los limites de nuestra actuación. Tiempo y lugar determinan las respuestas a los problemas. El diseño nasció como una respuesta a las necesidades de una era industrial. Vivimos hoy en un mundo posindustrial, virtual e intangible, en una sociedad de bienes simbólicos creados pelos nuevos agentes culturales de la economía creativa. Así mismo, hasta la luz de hoy, las universidades insisten en graduar diseñadores industriales o diseñadores gráficos, cuando deberían estar graduando solamente diseñadores, sin esas especializaciones anacrónicas. Siguen enseñando diseño como se fuer los años setenta. Los límites de nuestra actuación no son más definidos por nuestra formación académica. Son fruto de nuestra capacidad de actuar como agente de cambio y menos como experto.
El valor de las cosas está siendo definido por criterios intangibles. As marcas sirven exactamente para eso, definir el valor intangible de la empresa y de sus productos y servicios. Lo que no tiene marca es genérico. Marcas o productos sin tener una distinción, son genéricos. Para ser genérico no necesita ser bueno. Basta cumplir sus funciones y ser barato. Existen muchos diseñadores genéricos. Quizás la mayoría, con o sin diploma, que laburan para sobrevivir. Para un joven diseñador, en ese mercado de supervivencia, no basta ser creativo. Hay que ser ágil, eficaz, agradable y barato.
Por otra parte el mercado esta se poniendo cada día más plural, más diversificado, donde los distintos públicos definen su lugar, espacio e códigos comunes, La teoría de la Cola Larga de Cristian Anderson explica mejor ese fenómeno. Existen nichos para todo tipo de productos o servicios. Basta cada uno descubrir el suyo. Solo así podrá determinar el precio de su trabajo y de sus productos o servicios.
La gran oportunidad que veo, no sé si como tendencia o como aspiración, son los diseñadores emprendedores y hacedores. Ellos no buscan empleo. Generan trabajo. Los nuevos referentes del diseño latinoamericano son, en su mayoría, empresarios y productores de sus propios proyectos.
Ese diseño va de la mano con otras áreas de la economía creativa, es especial la artesanía y la gastronomía. Dos campos de acción con enormes demandas no satisfechas. Su importancia cultural e social son factores claves para determinar el tipo de intervención que necesitan. Sobre eso podría hablar durante horas, pues fue en lo que más dedique mi tiempo en los últimos treinta años. Sobre eso tengo más de cien textos publicados en mi blog.
Sin perder la línea de raciocinio vuelvo al tema titulo de esa ponencia. Diseño estratégico es mirar el futuro. Es saber dónde queremos llegar. Par eso tenemos que formular unas preguntas fundamentales. ¿Para quién vamos poner nuestra inteligencia a servicio? Qué deseamos para nosotros mismo? Queremos sobretodo sernos ricos y felices por que logramos acumular riqueza y buenos momentos? Ó plenos y realizados porque compartimos nuestras riquezas y nuestros buenos momentos? Acumular o compartir?
Para mí la riqueza es la calidad del tiempo que dispongo y felicidad es poder compartí-lo con otras personas haciendo sus vidas mejores.
En una sociedad libre cada uno tiene el derecho de escoger, según sus deseos y convicciones. No me gusta hacer juicio de valor sobre elecciones ajenas. Solo lamentar, sobre todo cuando veo que esas elecciones fueran basadas en el egoísmo o el prejuicio.
Nuestras escojas, para satisfacer nuestras necesidades, aspiraciones y deseos no pueden comprometer las mismas aspiraciones de las generaciones futuras. El deseo narcisista de pasar a la posteridad como un simples hacer de obyectos icónicos es pensar chico. Podemos y debemos hacer mucho más. En las cosas más simples, en los problemas más pequeños, dejar un ejemplo de inteligencia, solidaridad y amor a nuestra casa y destino común. Eso es pensar estratégicamente. Diseño, por lo tanto, no es proyectar productos, servicios o sistemas. Diseño es proyectar el futuro. Ser un diseñador estratégico es mirar un futuro mejor para sí y los suyos sin comprometer el futuro de los demás. Simples así.

31 de maio de 2017

O pensamento do design na gestão de pessoas

Quando aceitei o convite para assumir a Coordenação Geral de Recursos Humanos do CNPq, no principio de 2010, o fiz motivado pela possibilidade de exercitar o Design Management em uma área diversa de todas que havia atuado nos últimos 20 anos. O movimento iniciado na década de 80, que propunha levar o “modus operandi” do design para a esfera da administração das empresas, carecia de exemplos práticos. Todo o esforço de desenvolver e demonstrar a importância da aplicação do Design Management como estratégia administrativa restringia-se quase exclusivamente à esfera acadêmica. A exceção corria por conta de algumas empresas multinacionais, dentre elas a Braun na Alemanha e a Sony no Japão, que incorporaram à sua alta direção o responsável pela área de design. Isso se devia, não somente pela crescente importância da estratégica competitiva de impulsionar a inovação em produtos e serviços, mas também pela forma diferenciada de analisar os problemas gerenciais. São poucas as possibilidades de aplicação do pensamento do design na solução de problemas que envolvam uma grande quantidade de variáveis e tendo sempre o ser humano como principal preocupação. Essa era uma oportunidade de demonstrar na prática estas ideias e conceitos, e também, a possibilidade de resgatar parte da dívida com a instituição que proporcionou grandes câmbios em minha vida profissional, começando pela bolsa de estudos na Suíça em 1979 e depois como empregador em meu retorno ao Brasil em 1981.
Neste meu retorno, depois de 25 anos longe de Brasília, voltei para cumprir um último período antes da aposentadoria quando me deparo com esta nova responsabilidade. A primeira decisão foi colocar em prática os princípios do design socialmente responsável, que é o uso da inteligência para melhorar as condições de vida e de trabalho dos indivíduos. Para isso é necessário, antes de tudo, conhecer as necessidades, expectativas e desejos dos servidores, que somente através de uma escuta sensível e individualizada, apoiada por um processo de consulta e validação coletiva, permitiria identificar as principais reivindicações. Assim procedi através de reuniões com a equipe de trabalho que estava sob minha coordenação, com 60 servidores. A análise dos resultados dessa consulta apontou algumas demandas reprimidas que fundamentaram a primeiras ações propostas e submetidas à aprovação da diretoria que aprovadas foram implantadas nos dois anos seguintes. Desse conjunto de problemas a primeira tentativa de solução apontava para a necessidade de se criar novos estímulos, de valorizar os indivíduos e de uni-los nos mesmos desafios.
Desde o momento que a titulação acadêmica passou, por força de lei, a representar um substancial aumento nos salários, podendo ser acima dos 100% no caso do doutorado, essa passou a ser uma razão legitima para todo servidor aspirar este benefício. Mas como fazê-lo se, nos últimos dez anos, a política da instituição havia sido reduzir o numero de solicitações deferidas? Mesmo tendo obtido autorização como o servidor se ausentaria por longos períodos, entre dois e quatro, sem passar no retorno por todos os problemas de readaptação que foram já identificados, desde a desconexão entre o conhecimento adquirido e as funções técnicas exercidas até a necessidade de cumprir o interstício obrigatório de igual período? Como ampliar a oferta de oportunidade de mestrado e doutorado, que compatibilizasse interesses institucionais com interesses pessoais? Como fazer isso sem ausentar-se do trabalho? Destas dúvidas e inquietações nascia a necessidade e oportunidade de propor a criação de uma Universidade Corporativa do CNPq, em parceria com reconhecidas instituições acadêmicas. Depois de muitas negociações foi estabelecido um convênio com um consórcio conformado por três universidades do Rio Grande do Sul e outro com o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, permitindo a 32 servidores do CNPq fazerem o mestrado e o doutorado “in company”, ou seja, sem se ausentarem do trabalho. A segunda frente de atuação foi o início de um projeto de mapeamento dos macroprocessos da área de recursos humanos e na sequência, de toda a instituição. Somente a partir desse estudo seria possível propor um reordenamento da estrutura funcional e do organograma da instituição já que as organizações estão sempre em processos de mudança e adaptação aos novos imperativos.
Em design não se projeta para o cliente, mas com o cliente. Qualquer nova sugestão de ação ou projeto deve ser fruto de um desejo compartilhado, construído e detalhado por várias pessoas, cada uma aportando seu conhecimento e informações. Para gerenciar este processo é preciso saber ouvir e saber dividir. Um modo de demonstrar esta preocupação e engajamento é através das atitudes cotidianas. Uma delas, de caráter simbólico, foi deixar a porta da sala permanentemente aberta como demonstração de receptividade e transparência. Ainda no quesito comunicação e, como forma de estreitar o diálogo entre os vários níveis decisórios e hierárquicos, propus a recomposição do Fórum dos coordenadores gerais enquanto instância intermediária entre a alta gerência e o corpo técnico-administrativo. Do mesmo modo sugeri a criação de uma rede social interna, denominada “Entrenós”, como veiculo de participação e debate e de incremento das relações interpessoais.
2011 foi um ano marcado pela mudança física do CNPq para um novo imóvel situado no Lago Sul, próximo ao aeroporto de Brasília, gerando um clima de insatisfação em parcela razoável da força de trabalho, acostumada a organizar suas vidas em torno da localização física da instituição, que por mais de 30 anos ocupou dois prédios na asa norte da cidade. Acostumados a almoçarem em suas casas e aproveitarem o período da pausa do meio dia para resolverem todos os problemas de ordem pessoal, os servidores viram-se com essa mudança, repentinamente obrigados a permanecerem em seu local de trabalho durante o período do almoço ou fazerem quilômetros extras todos os dias. O estranhamento das pessoas ao seu novo habitat, seja profissional ou pessoal, é natural nas primeiras semanas ou meses, cuja adaptação dependerá do tipo de acolhida e de conforto. Tornava-se urgente minimizar a insatisfação daqueles que não se conformavam com a perda de sua zona de conforto, propondo ações envolventes, sedutoras e inteligentes. Surgiu assim o Projeto dos “Primeiros Jogos Internos do CNPq” que durante oito meses mobilizou centenas de pessoas criando uma atividade dinâmica e divertida.
A ideia central dos Jogos Internos era provocar uma mudança comportamental levando os servidores e colaboradores a seu unirem em equipes heterogêneas buscando a vitória nas 23 provas diferentes, cada uma delas voltada para uma das múltiplas inteligências. O argumento para formação das equipes que disputaram um prêmio de 35 mil reais foi fazê-lo buscando na diversidade a força competitiva, já que ninguém domina os oito tipos de inteligências cientificamente estudadas. Estas provas serviram para aproximar as pessoas; estabelecer novos vínculos de amizade e companheirismo; difundir os conceitos de equipes de alto desempenho; estimular um maior conhecimento das ações e metas institucionais; aumentar a autoestima e o sentimento de orgulho e pertencimento institucional. O sucesso dos Primeiros Jogos Internos, evento pioneiro na administração pública, superou as expectativas e induziu a necessidade de se pensar em um projeto que voltasse a ocupar as horas de descanso e de ócio. Ocupar este tempo com uma atividade cultural foi o desafio, vencido com a proposta do Projeto “Passaporte Cultural”, inteiramente patrocinado pelas Embaixadas e representações diplomáticas sediadas em Brasília.
Durante o ano de 2012, de março a novembro, cada mês foi dedicado a um país cuja produção cultural, e em especial a cinematográfica, fosse apresentada durante a pausa do almoço. Espanha, Bélgica, Argentina, Portugal, Alemanha, Índia, México, Suécia e Peru foram os países convidados que aceitaram o convite, propondo programações mensais em graus crescentes de qualidade.
Não é somente a saúde mental que preocupa a área de qualidade de vida. A proposição dos “Círculos da Saúde”, de automonitoramento, apoiadas por médicos, psicólogos e fisioterapeutas, baseava-se em uma prática nova e experimental de formação de grupos de ajuda mútua para monitorar as promessas e desejos individuais de melhoria da saúde e do condicionamento físico. Grupos entre 10 e 15 indivíduos que se apoiam mutuamente, durante um período de seis meses, para conseguir lograr os objetivos estabelecidos. O incremento da autoestima dos servidores foi também o elemento motivador para a criação do projeto denominado de “Memorial do Servidor” cujo objetivo é fazer um registro da história oral na visão dos servidores aposentados ou em vias de se aposentar, prevendo homenagens de agradecimento para aqueles que se destacaram em seu trabalho e com suas contribuições.
Pensar como designer nos amplia a percepção dos problemas e permite diluir as fronteiras que estabelecemos entre áreas de competência. Observar uma instituição de um ponto de vista privilegiado permite identificar e sugerir soluções para demandas e problemas emergentes, e em algumas vezes, antes mesmo que ocorram. A coerência com este pensamento significa explorar novas possibilidades. Propor novos desafios, dentre eles uma parceria mais estreita com a cultura por meio de um acordo de cooperação com a recém-criada Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura, responsável pela coordenação de um novo programa de governos denominado de Brasil Criativo. A partir destes encontros propusemos o lançamento de um Edital direcionado às “Indústrias Criativas” estimulando a inserção desta categoria nos segmentos prioritários do Programa Ciência Sem Fronteiras, cuja meta é a concessão de 100.000 mil bolsas de estudo no exterior.
Do mesmo modo a proposta de maior aproveitamento do capital Intelectual disponível na instituição para ampliação da cooperação técnica e intercambio internacional, oferecendo ajuda aos países da América Latina e África na implantação de projetos, programas, laboratórios, centros de pesquisa e sistemas de CT&I foi sugerida como forma de dar novos estímulos e valorizar os servidores de maior experiência e titulação acadêmica do CNPq.
Buscando sempre a melhoria contínua, identificando e mapeando as demandas e expectativas dos servidores significa a repetição semestral da “Pesquisa de avaliação e monitoramento do grau de satisfação e eficiência no trabalho” com a aplicação de uma ferramenta estruturada, desenvolvida junto com a equipe de psicólogos, que aponta o grau, intensidade e localização dos pontos de tensão e de conflito permitindo agir de modo preventivo.
Este conjunto de ações e projetos, propostos e implementados no curto espaço de dois anos, demonstraram a assertividade de um modelo de gerenciamento pautado pela busca incessante da inovação como estratégia de mudança de paradigmas, reorientando as ações de promoção da satisfação e da qualidade de vida no trabalho como elementos fundamentais para o crescimento das instituições, coerente com os princípios que orientam, respeitam e valorizam os seres humanos, vistos como indivíduos únicos e singulares e não somente como um recurso da organização.