31 de dezembro de 2011

Mens sana in corpore sano

Boa parte da felicidade humana está na capacidade de não saber diferenciar o trabalho do lazer. Quando o trabalho não depende mais do esforço físico mas sim do intelectual o trabalho resume-se a pensar. E o pensamento flui com mais espontaneidade quando o corpo está relaxado e o tempo estendido, sem obrigações de prazos e horários.

É a disposição, em tempo integral, de ocupar o pensamento usando sempre a estrutura da reflexão criativa que permite o surgimento de ideias não convencionais, diferentes das propostas imediatistas originadas na premência por resultados.

Pensar não dói, diz um ditado antigo. O não pensar é alienação.
Ler um livro ou ver um filme é, no fundo, se apropriar do pensamento que outros tiveram. Contudo é bom e prazeroso quando voltamos a pensar sobre o assunto apreendido dando-lhe novo sentido a partir de nossa experiência pessoal.
Dedicar um pouco de tempo ao exercício criativo, como uma forma de lazer, é como frequentar uma academia de ginástica. A disciplina de realizar exercícios intelectuais diários é necessária para manter o cérebro ativo e em boa forma. “Mens sana in corpore sano” ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação do poeta romano Juvenal.
Escolha um sujeito de reflexão que contenha um problema. Qualquer objeto, serviço ou ação pode ser melhor e mais bem concebido. Nada alcançou a perfeição. E a busca pela melhoria contínua começa pela identificação da causas e origens do problema. A partir daí o “design thinking” entra em ação. E isso serve para tudo. É um modo de refazer as coisas para que sejam melhores.

Esta forma de pensamento, especifica do design, leva por caminhos não trilhados ao encontro de propostas inovadoras, que fogem da lógica e das regras cartesianas, e constroem novas realidades. A satisfação resultante deste esforço mental é um dos tripés de uma vida feliz.

Fazer isso diariamente é o primeiro item da lista das minhas propostas para o ano novo.

14 de dezembro de 2011

Antes que o mundo acabe.

Como acontece todo o ano, quando chega o mês de dezembro, sou acometido de um sentimento de urgência, de tentar resolver todas as pendências antes que o ano acabe, como se o fim dele fosse o fim do mundo, ou o começo de um novo.

Neste balanço do feito e do esquecido, sinto-me sempre em falta com os meus amigos, por não ter dedicado a eles o tempo que gostaria. Não importa se os vejo uma vez por semana ou uma vez por ano. Sinto sempre que foi menos do que poderia ter sido.

Até a criação das redes sociais nunca precisei dizer quem são meus amigos. Os que são, sabem que são. São aqueles cuja falta que sinto deles é a mesma que sentem de mim.

Meu propósito, e que desejo compartilhar com vocês, é não deixar que o próximo ano nos engula em sua rotina e nos afaste das coisas boas pelas quais vale a pena viver, dentre elas compartilhar dos bons momentos com as pessoas queridas.

Feliz Natal e um 2012 cheio de saúde, amor, graça e magia.