8 de abril de 2010

COMO PERMANECER JOVEM - George Carlin


Livre-se de todos os números não-essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que você os paga.

Mantenha apenas os amigos alegres.
Os ranzinzas, os que só reclamam da vida só deprimem. Mande-os à merda!

Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre o computador, ofícios, jardinagem, sacanagem, porcarias, motos, carros, jogos, seja o que for, até radio-amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. 'Uma mente inativa é a oficina do diabo! E o nome de família do diabo é ALZHEIMER. Quanto mais sacanagem, mais ativo você ficará. Trabalho, depois de aposentar??? NEM PENSAR!

Aprecie as coisas simples.
Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego.

Lágrimas fazem parte.
Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.

Cerque-se daquilo que ama
Seja uma mulher, biba, bofe, família, animais de estimação, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio, onde deverá estar só em último caso.

Cuide da sua saúde
Se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que Você possa fazer, peça ajuda.

Não 'viaje' nas suas culpas
Faça uma viagem até o município mais próximo, mais longe ou a um país no exterior, mas NÃO para onde você tiver enterrado as suas culpas.

Diga às pessoas a quem você ama que você as ama
a cada oportunidade, sempre, always.

E LEMBRE-SE SEMPRE:

A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.

Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia!

A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando: "PUTA MERDA, QUE VIAGEM!"

12 de março de 2010

Edital de inovação para empresas brasileiras

Empresários de todo o País já podem procurar as unidades regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) em busca de informações sobre o Edital Senai Sesi de Inovação 2010, lançado no dia 10 de março durante a 6ª Olimpíada do Conhecimento, no Rio de Janeiro. O prazo para recebimento das inscrições vai de 11 de março a 30 de abril, a divulgação das propostas aprovadas será dia 9 de julho e a liberação dos recursos está prevista até dia 30 de setembro. A sétima edição do edital direciona R$ 15,5 milhões para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores de empresas de todos os portes constituídas há pelo menos um ano.
Além dos recursos do Senai (R$ 8 milhões) e do Sesi (R$ 5 milhões), o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), disponibilizará R$ 2,5 milhões em bolsas de desenvolvimento tecnológico para que bolsistas possam apoiar as empresas e as unidades regionais do durante os projetos. Desde a criação do edital, em 2004, 559 propostas foram apresentadas, das quais 132 foram aprovadas, movimentando recursos da ordem de R$ 45 milhões.
O aporte por proposta é limitado a R$ 200 mil, em caso de projetos em parceria com departamentos regionais de apenas uma das instituições, ou R$ 300 mil, se a proposta envolver unidades do Senai e do Sesi. O prazo máximo para a execução dos projetos é de 18 meses.

11 de março de 2010

Fábricas Sociais de Artesanato

Trata-se de um modelo de produção artesanal cuja divisão de trabalho é resultante da especificidade do processo e da habilidade de cada trabalhador envolvido. Este modelo deve ser capaz de produzir, de modo seriado, grandes quantidades de um mesmo produto artesanal com qualidade constante e atendendo a demandas corporativas, porém preservando as características singulares e as pequenas diferenças que somente a mão humana é capaz de propiciar.
Os produtos artesanais resultantes deste esforço coletivo devem estar relacionados com sua cultura de origem, possuírem valor estético, cultural e comercial elevado, gerando um melhor aproveitamento do tempo de trabalho e incremento do lucro dos artesãos que os produzem.
A palavra ”fábrica” define o modo de produção seriada. A palavra “social” implica em privilegiar a mão de obra residente próximo ao local de produção, sendo também participe nos resultados financeiros obtidos.

Na economia da experiência, os bens simbólicos ganharam posição de destaque estando relacionados com as demandas turísticas e à fenômenos sociais de valorização do patrimônio cultural. Os produtores ao identificar momentos, sensações e emoções que fiquem para sempre na memória das pessoas podem desenvolver uma oferta relacionada de produtos artesanais que sirvam como testemunho desta experiência. Os grandes eventos que atrairão ao Brasil milhões de visitantes (Copa do Mundo e Olimpíadas) exercerão uma forte pressão de demanda por produtos simbólicos culturalmente lastreados.
A atual oferta de produtos artesanais não corresponde às expectativas de um público de maior poder aquisitivo e mais exigente, sendo necessário uma diversificação e melhoria dos produtos desenvolvidos, agregando valor e colocando em destaque os elementos de diferenciação cultural.
Além disso, a forma como a produção artesanal está organizada fracionada em pequenas unidades de produção, não permite o atendimento de demandas corporativas ou de compradores atacadistas, sendo necessário uma nova forma de produção associada e que garanta alto nível de qualidade dos produtos oferecidos.

23 de fevereiro de 2010

Como iniciar um trabalho em uma comunidade artesanal

Qualquer pessoa que se proponha a desenvolver produtos artesanais deve em primeiro lugar conhecer a realidade cotidiana das pessoas envolvidas nesta produção, seu universo simbólico e afetivo, seus sonhos, expectativas e desejos. O artesão ou artífice não pode ser visto simplesmente como um fornecedor de mão de obra. É antes de tudo o sujeito e senhor de seu destino. A opção pela atividade artesanal, na maioria das vezes, não é determinada pelas circunstâncias desfavoráveis do mercado formal de trabalho. É antes de tudo uma opção de vida. O artesão, ou artesã, deseja estar perto da família, ser senhor de si mesmo e de seu tempo, fazer algo que se situe na fronteira entre o trabalho e o lúdico. Entender esta dinâmica altera profundamente as relações entre os artesãos e aqueles que os apóiam.

Um produto artesanal, ao contrário de um produto industrial deve ter um vínculo profundo com sua cultura de origem. Em um mercado de bens simbólicos o valor de um produto está justamente na quantidade e na qualidade de informação capaz de ser transmitida e assimilada pelos consumidores, e estes desejam mais que adquirir um produto por seu valor aparente, seja este estético, decorativo ou funcional, se apropriar de um produto que tenha uma história por trás de si. Um vínculo espaço temporal que quanto mais preciso for, maior valor agregará ao produto. Deste modo a tarefa de um designer, artista ou estilista deve ser de trabalhar com os artesãos e não para os artesãos, dentro de uma relação dialética que se inicia por penetrar no universo simbólico, único e singular que cada comunidade ou grupo artesanal carrega consigo.

Esta aproximação deve ser de respeito e cuidado para permitir que o diálogo se estabeleça. O método que costumo utilizar se apóia na técnica denominada de “escuta sensível” que visa, a partir das memórias afetivas das pessoas, retraçar sua trajetória individual e de grupo; identificar personagens e fatos que marcaram sua existência; elementos da cultura material e imaterial e iconográfica com os quais os artesãos se identificam.

Minhas experiências pessoais têm demonstrado a necessidade de iniciar por aproximações individuais visando colher informações não contaminadas pelos demais membros do grupo, cujo coletivo participa apenas no momento da validação das mesmas. Do mesmo modo utilizo um roteiro de perguntas programadas, porém flexíveis, que assegura melhores resultados e coerência no momento de analisar e tabular os dados e informações. A imersão na realidade cotidiana das pessoas, feita de modo natural e consentido, permite ainda criar a intimidade necessária para facilitar o diálogo com o grupo. O produto final é um painel identitário com os principais elementos da cultura local, que servem de referência e inspiração para o desenvolvimento de novos produtos.

A disponibilidade para sentir o modo de vida e de ouvir o que os artesãos têm a dizer é o insumo fundamental para desenvolver produtos mais atemporais, únicos e singulares.

17 de fevereiro de 2010

A importância do diálogo criativo

As duplas criativas não são novidades no design, na publicidade ou nas empresas inovadoras que se valem do confronto de idéias e opiniões para alcançar níveis crescentes de inovação e de assertividade comercial.
O processo criativo individual é próprio do artista e assim deve ser preservado e estimulado quando o que se pretende é a consolidação de um estilo e de uma identidade própria. Contudo, quando o que se pretende é a afirmação de uma identidade grupal baseada na alteridade, o “eu criativo” tende a desaparecer. O esforço criativo individual, por melhor que seja, (in)corre dois riscos. O primeiro são as restrições do repertório individual, que por mais amplo que seja será sempre finito. O segundo é a perda da distância crítica provocada pela excessiva proximidade com as soluções encontradas. O confronto de idéias, baseadas em experiências diferenciadas, amplia a percepção do todo e obriga a observar problemas ocultos e descobrir novas formas de expressão. Ainda melhor que as duplas de criação são os trios, os quartetos, os quintetos, os sextetos...de criação, como têm sido sistematicamente demonstrado nas oficinas criativas de design realizadas em todo o Brasil e pelo mundo afora com o nome de “Interdesign”.

Sobre autoria no setor artesanal

Um produto artesanal é uma peça única, que se assemelha a outras, mas nunca é igual. Carrega consigo as pequenas imperfeições da mão que o executa, mas também é o resultado de um esforço, de uma habilidade e de um talento individual. Como tal é uma peça que deveria trazer consigo a assinatura de seu autor. Esta atestação autoral reforça a auto-estima e a responsabilidade com o controle de qualidade de quem executa sendo também um valor diferencial para quem o adquire. A proposta é afixar em cada produto artesanal uma etiqueta com a foto e um resumo do histórico de vida do artesão ou artesã, além do local e data de execução do trabalho. Este procedimento deverá trazer como resultado prático e imediato a redução do número de devoluções por defeitos comuns na entrega de grandes pedidos, executados sempre com premência de tempo e relaxamento dos critérios de qualidade. Para o mercado o autor de um produto artesanal será sempre o artesão e não o designer ou estilista que o projetou. Estes devem aparecer como co-autores da coleção. E, mais do que tudo é assim que as artesãs se consideram, autoras e não simples executoras de seus produtos.

28 de janeiro de 2010

Indústrias Criativas

Conceito
As Indústrias Criativas são definidas como aquelas que têm a sua origem na criatividade, competências e talento individual, com potencial para a criação de trabalho e riqueza através da geração e exploração da propriedade intelectual.

Categorizações

Compõe o segmento das industrias criativas os empreendimentos relacionados com: Arquitetura; Arte digital; Artesanato; Design; Cinema e Vídeo; Moda; Música; Publicidade; Software, Rádio e Televisão.

Antecedentes

Esta categorização é recente sendo que o primeiro organismo a tratar formalmente do tema foi o Departamento de cultura, mídia e esportes do Reino Unido, em 1997, com a criação de uma unidade e força-tarefa especifica.

Atualmente a UNESCO abriga em sua estrutura o departamento das Industria Criativas com expressivas ações em todo o mundo.

No momento que as agencias de fomento destacam a importância da inovação como estratégia para o incremento da capacidade competitiva das empresa, é o momento de se pensar em uma nova estrutura que contemple estes setores, em virtude sobretudo da transversalidade inerente às mesmas.

25 de janeiro de 2010

A IBM e o futuro das cidades

A IBM acaba de publicar a edição anual “IBM Next 5 in 5", que em 2010 traz as cidades como foco. Partem da constatação que o mundo passa por um processo de urbanização sem precedentes. Aproximadamente 60 milhões de pessoas mudam para os grandes centros a cada ano, cerca de um milhão por semana. Especialistas estimam que a população mundial vá dobrar até 2050.
Com base em projeções, tendências e tecnologias emergentes de seus laboratórios e centros de pesquisa em todo o mundo a IBM aponta as transformações que podem ajudar a melhorar significativamente a qualidade de vida nos centros urbanos.

1. As cidades serão mais saudáveis
Veremos uma “Internet da saúde” emergir, onde informações médicas anônimas, contidas em registros de saúde eletrônicos, serão compartilhadas com segurança para impedir a disseminação de doenças e manter as pessoas saudáveis. A IBM já trabalha com organizações do mundo inteiro como, por exemplo, o projeto de segurança e saúde global da Iniciativa de Ameaça Nuclear (NTI) e o Consórcio do Oriente Médio de Vigilância de Doenças Contagiosas (MECIDS) para padronizar métodos de compartilhamento de informações de saúde e análise de epidemias de doenças contagiosas.

2. Construções urbanas serão como “organismos vivos”
Milhares de sensores dentro das construções irão monitorar desde o movimento e temperatura até umidade, ocupação e luz. O prédio não apenas coexistirá com a natureza – ele fará uso dela. Esse sistema permitirá reparos antes que alguma coisa quebre, com unidades de emergência respondendo rapidamente com os recursos necessários. Além disso, consumidores e proprietários irão monitorar seu consumo de energia e emissão de carbono em tempo real, tomando medidas para reduzi-lo. O Hotel China Hangzhou Dragon, por exemplo, escolheu a IBM para construir um sistema de gerenciamento de hotel inteligente, instrumentado tecnologicamente e interconectado.

3. Carros e ônibus urbanos vão circular sem combustível fóssil.
Carros e ônibus urbanos deixarão de depender de combustíveis fósseis. Os veículos começarão a utilizar novas baterias que serão recarregadas de acordo com a freqüência de uso. Cientistas e parceiros da IBM estão trabalhando para desenvolver baterias que tornarão possível para veículos elétricos viajarem até 800 Km com uma única carga. Além disso, redes inteligentes em cidades podem permitir que carros sejam recarregados em locais públicos e usem energia renovável, como a eólica, para recargas, evitando a dependência de usinas a carvão. Isso reduzirá emissões e ainda minimizará a poluição sonora. A IBM e o consórcio de pesquisa EDISON, da Dinamarca, estão desenvolvendo uma infraestrutura inteligente para permitir a adoção em larga escala de veículos elétricos alimentados por energia sustentável.

4. Sistemas inteligentes economizarão água e energia
As cidades perdem até 50% da água tratada em virtude das deficiências de infraestrutura, com vazamentos. Além disso a demanda humana por água deve crescer seis vezes ao longo dos próximos 50 anos. Tecnologias avançadas de purificação ajudarão cidades a reciclar e reutilizar água localmente, reduzindo a energia usada para transportá-la em até 20%. Medidores e sensores inteligentes serão integrados em sistemas de água, energia e esgoto, fornecendo informações precisas e em tempo real sobre o consumo, permitindo tomar melhores decisões sobre como e quando usar esse recurso e evitar a contaminação de rios e lagos.

5. As cidades serão capazes de prever situações de emergência
A IBM já atua junto a organizações policiais para analisar a informação correta no momento certo e assim permitir que tomem medidas proativas para evitar o crime. O Departamento de Combate a Incêndio da Cidade de Nova Iorque escolheu a IBM para construir um sistema para coleta e compartilhamento de dados em tempo real, a fim de evitar incêndios enquanto protege os bombeiros. A companhia também está desenvolvendo sistemas inteligentes de barragens para proteger cidades de inundações devastadoras.

Fonte: Blog de Cláudia Amaral

21 de janeiro de 2010

Roteiro de viagem da pesquisa identitária para o projeto Talentos do Brasil

30/01 a 02/01 Sauipe (Bahia). De 03 a 05/02 Alagoa Nova (Paraiba) 05/02 João Pessoa. 06/02 São Luis. De 08 a 11/02 Barreirinhas (Maranhão).

O objetivo deste trabalho é testar um modêlo de Identificação (através de uma escuta sensível) do repertório simbólico e afetivo das artesãs para a construção de um painel de singularidades culturais que sirva de referência ao desenvolvimento de novas formas de expressão e de representação coerentes com a identidade local.

20 de janeiro de 2010

Memória Institucional

Diz o ditado “os homens passam, mas as instituições ficam”. No entanto são as pessoas que fazem à história. O sucesso de uma instituição é o resultado do esforço, da determinação e do compromisso de seus dirigentes e de seus colaboradores. A maioria das instituições preserva apenas, e timidamente, fragmentos dos momentos solenes, na forma de fotos, vídeos ou depoimentos. Pouco ou nada fica registrado do esforço cotidiano, muitas vezes anônimo, daqueles que fazem com que o todo o sistema funcione. No entanto a eficiência de qualquer sistema depende da quantidade e da qualidade da energia nele empregada. E, a energia que move os seres humanos em sua busca de superação é a motivação. Sem motivação as pessoas apenas cumprem as tarefas que lhes foram requeridas. A motivação é que cria a espiral virtuosa.
Para muitos é o reconhecimento, mais do que os ganhos financeiros, a verdadeira chave da motivação que faz com que as pessoas trabalhem de modo eficaz e criativo. E o reconhecimento começa pelo conhecimento daquilo que foi feito. Sem o conhecimento da história pessoal e particular de cada individuo as instituições perdem seu lado humano. Os acervos da memória institucional devem incluir modos de documentar a trajetória individual de seus colaboradores. Não um banco de currículos, mas uma rede social interna feita de depoimentos autênticos e sensíveis.

Memórias do Brasil

Um produto, qualquer que seja, possui um vínculo com uma cultura seja de origem seja de destino. O artesanato diferencia-se do produto industrial precisamente por ser fruto de um saber e de um fazer local, diferenciado e exclusivo.
Ao fazer uma reflexão sobre as origens e destinos de cada comunidade como guia norteador para o desenvolvimento de novas ofertas de produtos e serviços, revela-se a riqueza da diversidade cultural brasileira. Ao mesmo tempo percebe-se a necessidade de desenvolver e oferecer produtos atemporais, com um ciclo de vida mais longo no mercado. Isso implica na criação e proposição de elementos não transitórios, mais arraigados à cultura local.
Memórias do Brasil é uma forma de posicionamento mercadológico coerente com as demandas, expectativas e tendências internacionais, que tendem a se ampliar de modo exponencial nos próximos anos, motivadas em parte pela realização no país de grandes eventos esportivos mundiais. Não se trata de reafirmar a utilização simplória de estereótipos generalistas, mas difundir os elementos singulares do imenso caleidoscópio cultural Brasileiro.

19 de janeiro de 2010

AVATAR

É fácil não gostar de Avatar. Basta ir para o cinema de mau humor querendo descobrir alguma coisa pr botar defeito. Ai vai ficar "mareado" logo no princípio. Vai criticar o discurso ambientalista. Vai procurar defeito no roteiro ou na virtuose tecnológica. Bobagem! O filme é deslumbrante. As florestas de Avatar alucinantes. As montanhas suspensas instigantes. E, a qualidade visual estabelece um novo padrão de qualidade. O que mais me impressionou foi o balançar da grama na aproximação dos helicópteros. A turma do cinema vai ter de rebolar para fazer igual, ou melhor, daqui pra frente. Para mim o cinema é isso. Pura diversão. Encantar, fazer pensar.

9 de janeiro de 2010

Brasilia 50 anos


Julho de 1967. Amanhecia o dia e pela janela do ônibus prateado da Viação Cometa, à caminho do Araguaia, fui apresentado ao cerrado. Árvores tortuosas, paisagem árida, quase opressiva para quem estava acostumado ao verde das montanhas de Minas. Pouca coisa pude ver de passagem pela nova capital do país. Da esplanada dos Ministérios subia um poeirão. Na Catedral apenas o esqueleto de concreto e da torre de televisão vi uma cidade brotar do chão.

Julho de 1981. Da janela do meu apartamento fotografei a solidão das superquadras, cuja grama nova era riscada pelas pessoas que escolhiam um caminho mais curto desrespeitando o traçado original. Durante cinco anos convivi com esta nova geografia urbana, geométrica, rigorosa, funcionalista. Um sentimento de transitoriedade costurava as relações sociais. Gente nova, vinda de todas as partes do país, deixando para trás família, histórias e passado para construir um futuro.

Janeiro de 2010. Da janela do apartamento não vejo os vizinhos. Somente a copa das arvores que camuflam os prédios. Abaixo jardins exuberantes, tropicais, exóticos. Brasília virou uma cidade verde, verdadeira. Famílias numerosas, com três gerações a mesa, almoçam sob a sombra das árvores. A mistura social é visível nas pessoas. E o lago, antes um inóspito espelho d`água é agora um espaço de lazer e contemplação.

A cidade mudou, eu mudei, e me mudei de novo pra cá. Vamos ver no que vai dar...

5 de janeiro de 2010

De volta para o futuro



Desde ontem estou novamente em Brasília na condição de residente fixo, embora ainda sem uma residência fixa. De acordo como a “lei do eterno retorno” voltamos sempre ao ponto de partida, nem que seja para rever as coordenadas que escolhemos para seguir em direção ao futuro. Vinte e dois anos depois de ter partido volto com a disposição de recomeçar, reaprender, reconhecer, reconstruir e refazer tudo aquilo que julgo importante e que de certo modo ficou incompleto, esquecido ou perdido pelo caminho. Volto com as baterias físicas e mentais recarregadas depois de trinta dias de férias irretocáveis, que consegui cumprir a risca tudo que havia planejado inclusive a descoberta de novos amigos, dentre eles Eduardo e Mônica, que como na música são dois opostos que se completam. Desfrutei um tempo precioso junto de minhas filhas e netos. Fui à praia mais que em todos os verões passados e pensei muito. Trago comigo novos projetos, novas idéias e novos desafios. Com esta disposição e ânimo renovado pretendo investir parte do meu tempo em ações cuja dimensão cultural e social sejam relevantes e coerentes com as coisas que faço. Coroando tudo isso a firme certeza que tudo vai dar certo. Assim seja!