1 de junho de 2015

Viagem à terra do sol nascente

Fomos a Kanazawa com dois propósitos. Participar ativamente da primeira reunião anual das cidades criativas e apresentar a proposta de sediar essa reunião em 2017. Um grande desafio. Uma meta ambiciosa a perseguir. Uma forma de demonstração da capacidade de agir proativamente, requisito para uma cidade ser criativa.
A expressiva participação da comitiva de Florianópolis que contava com a Secretaria Municipal de Turismo, o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado e o Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE SC, era uma clara demonstração da solidez do programa e do compromisso conjunto do poder público e iniciativa privada.
Durante a reunião plenária quando se debatia as contribuições da RMCC às comemorações dos 70 anos da UNESCO, sugerimos que as cidades criativas da gastronomia participassem do evento de abertura da Assembleia Geral em Paris. Por aclamação foi decidido que Florianópolis coordene esse projeto e a cidade de Östersund organize uma mesa redonda sobre o tema.
Esta é a maior oportunidade que Florianópolis poderia aspirar. Ser conhecida pelos chefes de Estado e Ministros de Cultura de mais de 150 países, na sede da UNESCO em Paris, com um espaço próprio de promoção como destino qualificado. Em paralelo a esse desafio temos cinco meses para elaborar um projeto para sediar a reunião anual de 2017. Uma proposta que será avaliada e votada por todas as demais cidades da rede. Deverá conter uma sugestão de temário e demonstrar a infraestrutura disponível para o evento.
Florianópolis está disputando essa indicação com outras três cidades, cada uma com seus méritos. Nassau (Bahamas), Inghein-les-bains (França) e Fabriano (Itália).
Argumentamos que vir o evento para a América do Sul amplia a visibilidade da rede em uma região do mundo ainda com poucas cidades certificadas, além do fato de Florianópolis dispor de infraestrutura de qualidade e experiência na realização de eventos de grande porte, sendo designada capital do Mercosul.
A escolha final da cidade que sediará esse evento será feita pela diretora geral da UNESCO entre os meses de janeiro e fevereiro de 2016, após recebimento das consultas feitas às 69 cidades da rede mundial. Por esta razão a participação de Florianópolis em Paris, no mês de novembro, assume importância estratégica nesse processo. Do mesmo modo as atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Cultural e do Observatório da Gastronomia são provas da capacidade de liderar projetos inovadores.
Caso Florianópolis ganhe a possibilidade de organizar a reunião de 2017, a cidade não apenas terá entrado para o mais seleto grupo que qualquer cidade do mundo desejaria fazer parte. Mais que isso, estaria trazendo toda a rede para dentro de si. E com ela convênios e acordos de cooperação além da visibilidade planetária.
A viagem ao Japão teve também outro beneficio adicional. Conhecer de perto o grau de desenvolvimento e de civilidade que chegaram, servindo de parâmetro e de inspiração para os que pensam o futuro das cidades.
As possibilidades de incremento da cooperação técnica e do intercâmbio com outras cidades criativas fazem parte de uma dinâmica já iniciada. Visitas técnicas realizadas ou programadas para estimular outras cidades a aderirem à RMCC além da confirmação da participação de designers da Argentina, Colômbia, Espanha e México que virão á Florianópolis para colaborar no desenvolvimento do projeto “Saberes e Sabores de Santa Catarina” em julho deste ano, são os primeiros frutos desse esforço.

2 comentários:

  1. Boa tarde, Don Eduardo. Onde posso encontrar a pirâmide artesanal proposta por você? Existe um artigo acadêmico?

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  2. Parabéns Eduardo. Vamos torcer por Floripa.

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