9 de novembro de 2009

Innovación y Diseño - CMD2009

30 de outubro de 2009

Vender somente aquilo que se pode entregar

Os produtores de bens simbólicos de alto valor agregado, principalmente de artesanato, vivem hoje um dilema: ou mudam ou desaparecem. Para sobreviver dignamente em um mercado cada vez mais seletivo o primeiro passo é sair da informalidade. Porém isso significa ter obrigações sociais, pagar impostos, mas também acesso ao mercado. Desejo e fim de todos que produzem algo de valor.
O mercado nacional, até pouco tempo restrito e fechado vivendo em uma redoma artificial impostas por políticas protecionistas, abriu suas fronteiras. Descobriu outras culturas e começou a enxergar o valor da sua própria. As comemorações dos 500 anos do descobrimento serviram para os brasileiros resgatarem sua auto-estima e divulgar a marca Brasil mundo afora. Esta visibilidade crescente tende a aumentar exponencialmente nos próximos cinco anos por conta da Copa do mundo e das Olimpíadas. Os produtos “Made in Brazil” passarão a serem ainda mais desejados.
Ao mesmo tempo o mercado de consumo mundial vive um momento novo, comportando todo tipo de produtos, cujo fenômeno foi explicado brilhantemente por Chris Anderson em seu livro “A Cauda Longa”. Diante do crescimento exponencial da oferta começa a haver uma polarização nos mercados mais seletivos. De um lado os produtos e marcas globais, conhecidas, consagradas, cosmopolitas e confiáveis. De outro lado os produtos singulares, diferenciados, surpreendentes, vinculados a sua região de origem, com uma história para contar.
O consumo mundial esta pendendo entre produtos globais x produtos culturais. Nestes dois extremos ainda existe muito espaço de crescimento e quem tiver bons produtos seguramente encontrará muita demanda, que se devidamente prospectada poderá ser contadas aos milhares, ou milhões, de unidades por encomenda.
Aquilo que entanto parece ser a solução de todos os problemas, que é ter propostas de compra diante de si, na verdade é apenas uma ponta de todo o ciclo produtivo. Vender é a meta final de quem produz. Porém é preciso vender aquilo que se tem para oferecer.
Como na música de Jorge Drexler cada um só pode dar aquilo que tem ou recebe. Nada é mais simples. Não existe outra norma.
Neste novo cenário global podemos falar da importância das “fábricas de artesanato” por mais paradoxal que isso possa aparecer. Unidades produtivas que utilizam alta intensidade de mão-de-obra, qualificada e diferenciada. Com crescente capacidade produtiva na medida em que investem na formação de novos colaboradores e na substituição de tecnologias obsoletas, porém sem perder as características singulares que o diferenciam seus produtos da concorrência. São unidades capazes não somente de produzir bens culturais mas também são capazes de fazê-los chegar inteiros ao seu destino.
O conhecido “ciclo da inovação e do design” descrito no termo de referência sobre o artesanato brasileiro, aponta oito passos necessários para se chegar ao mercado. Este ciclo deve ser completo, sem pular etapas, para não repetir erros passados e cair em velhas armadilhas. São ações que resultam em um ciclo virtuoso que se vale de competências diferenciadas em todos os níveis.
Estes oito passos (pressupunha-se depois de quase dez anos de investimentos no setor) já deveriam ter sido seguidos por centenas de unidades artesanais do Brasil cujo reconhecimento tem sido concedido bianualmente na forma de um premio as cem melhores.
Porém um olhar detalhado sobre os vencedores permite identificar ainda carências não satisfeitas e problemas não resolvidos. Problemas que vão desde a falta de capital de giro para adquirir matéria-prima diante de grandes encomendas até a ausência de embalagens capazes de diminuir os 20% de perdas existentes no transporte.
A promoção e o esforço de venda, indispensável e desejável, deve ser acompanhado de uma abordagem sistêmica em todos os níveis da cadeia de produção, para não se transformar em um tiro no pé. Os contratos de compra cujos prazos de entrega não são cumpridos ou a entrega de produtos que não correspondem em qualidade aquilo que foi encomendado são as causas de fechamento de promissoras cooperativas e empresas artesanais antes existentes.
O artesanato brasileiro infelizmente, e salvo algumas exemplares exceções, ainda busca a maturidade necessária para aspirar sua inserção definitiva no mercado internacional. Devemos ter a capacidade critica de perceber nossas deficiências, sendo a primeira delas a falta de dados atuais e confiáveis, que confrontados se transformam em informação, e este quando assimilado vira conhecimento que aplicado na solução de problemas se transforme em inteligência competitiva.
Não podemos também nos esquecer da necessidade de uma renovação anual de nosso “portfolio” que valorize os referentes culturais, criando ofertas seletivas regionais; a indispensável capacitação técnica e gerencial dos produtores; uma logística adequada que possa escoar a produção sem perdas com o uso de embalagens apropriadas; acordos comerciais “justos” e finalmente enlaces sinérgicos com outros segmentos principalmente o de turismo.

29 de outubro de 2009

“INNOVACIÓN, DISEÑO Y DESARROLLO” Políticas y herramientas para los sectores productivos de la Ciudad de Buenos Aires

La Unión Industrial Argentina, el Centro Metropolitano de Diseño y la Facultad de Arquitectura Urbanismo y Diseño (UBA), con el apoyo del Ministerio de Ciencia y Tecnología, el Plan Nacional de Diseño, el Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTI) y la Red argentina de carreras de diseño en universidades nacionales (DISUR), tienen el agrado de invitarlos a participar de la jornada “Innovación, Diseño y Desarrollo. Políticas y Herramientas para los sectores productivos de la Ciudad de Buenos Aires”.
En el encuentro se trabajará sobre una propuesta de articulación de las acciones realizadas por diferentes instituciones en la ciudad de Buenos Aires, buscando aunar los esfuerzos del sector público, la universidad y los sectores productivos.
La alta competitividad a la que se ve sometida la producción en los mercados nacionales globalizados, obliga a impulsar la capacidad de creatividad e innovación de nuestras empresas. En este marco, las estrategias de calidad, las innovaciones de diseño y la gestión de conocimientos son imprescindibles para fortalecer los desarrollos industriales, comerciales y de servicios.
En esa dirección Empresas, Estado y Conocimiento constituyen un triángulo potente. Por eso, resulta necesaria la integración de los ámbitos público y privado con el mundo del conocimiento y la investigación con el objetivo de sumar experiencias, compartir herramientas y conocimiento, potenciándolas de manera transversal. Se trata de una tarea nacional que sólo puede desarrollarse a partir de conjunciones locales que, apoyándose en el territorio, donde se propongan acciones para articular, coordinar y fortalecer las relaciones entre los tres sectores.
El encuentro se propone además avanzar en la articulación de esfuerzos y experiencias de los diversos actores de la escena económica de la ciudad: los sectores productivos y sociales, los profesionales ligados a la disciplina del diseño, y las organizaciones gubernamentales locales y nacionales, con miras a la conformación de un Nodo de Innovación y Diseño de la Ciudad de Buenos Aires.
Estamos convencidos que la confluencia de lo público y lo privado en vistas al establecimiento de relaciones de mutua cooperación resulta una estrategia central para el desarrollo del tejido productivo y de servicios.

Fecha: 4 de Noviembre a las 9:30hs
Lugar: Auditorio de la Unión Industrial Argentina (Av. de Mayo 1147)
Actividad Gratuita
Para inscripciones y mayor información contáctese a: jazmink@uia.org.ar
Organiza:UNION INDUSTRIAL ARGENTINA Av. de Mayo 1147/57 C.P. (C1085ABB) Buenos Aires, Argentina Tel. (54 11) 4124-2300 (Líneas Rotativas) Fax (54 11) 4124-2301. E-mail: mail@uia.org.ar

20 de outubro de 2009

Não envelhecer antes da hora

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não escuta música,
e não ri de si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio;
e não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem se transforma em escravo dos seus hábitos,
repetindo todos os dias os mesmos caminhos;
quem não muda sua rotina,
não arrisca vestir uma nova cor,
e não conversa com desconhecidos.

Morre lentamente
quem evita uma paixão
com seu redemoinho de emoções;
aquelas que resgatam o brilho dos olhos
e os corações partidos.

Morre lentamente
quem não muda de vida quando está insatisfeito
com seu trabalho, com seu amor;
quem não troca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho;
quem não se permite,
ao menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos...

Pablo Neruda

19 de outubro de 2009

FOCUS


A convite da UNESCO participei do Primeiro Forum Mundial sobre Cultura e Industrias Culturais realizado em Monza / Itália nos dias 24 a 26 de setembro. O forum concebido como uma plataforma de encontro e intercâmbio que congregou, com expressivo êxito, cento e cinquenta atores e agentes culturais provenientes dos cinco continentes, com o objetivo de compartilhar idéias, experiências e consolidar alianças profissionais.
O tema central das discussões era a colaboração entre designers e estilistas com a arte popular e o artesanato. Lançamos junto aos presentes a proposta dos Laboratorios de Inovação Cultural. A idéia esta no ar.
A programação cultural incluiu uma vista guiada a Ultima Ceia de Leonardo da Vinci e uma noite de ópera no Scalla. O Governo da Lombardia primou pela segurança e organização, pleiteando assim a manutenção do Villa Reale como sede do segundo encontro.
Nos almoços e jantares muitos cartões de visita que foram trocados já começaram a surtir efeito, estreitando e criando novos vínculos de cooperação e intercâmbio.

18 de outubro de 2009

Quanto custa design?

Muitos consideram que ser bem sucedido financeiramente - do ponto de vista profissional - é aquele que consegue ganhar, no mínimo, sua idade multiplicada por mil Euros (ou dólares ou reais) por ano. A escolha da moeda depende do mercado e da expertise de cada um. Este tem sido um parâmetro útil para se definir quanto custa uma hora de trabalho.

Tomemos o exemplo do Antonio que com 40 anos de idade e dezoito de profissão ainda não sabe quanto cobrar por um serviço. Ele trabalha em média seis horas por dia, o resto gasta fazendo mil outras coisas. Trabalhando cinco dias por semana e quarenta e cinco semanas por ano ele soma 1.350 horas de trabalho por ano.
1350 horas divididas por 40.000 = 30.

Trinta Euros no câmbio de hoje representam mais ou menos noventa reais. Este seria então o valor da hora de trabalho excetuando-se os impostos (pessoa física 25% e pessoa jurídica 13%) e um percentual para as despesas de administração.

O custo de um trabalho será então a soma de horas necessárias para que o mesmo seja realizado.

30 de setembro de 2009

Três dias em Stuttgart.

Passei por Stuttgart, rapidamente, há 35 anos atrás. Minha lembrança desta passagem é somente a imagem amarelada da misteriosa e bela floresta negra que cerca a cidade.
Descobri agora uma cidade alegre, limpa, organizada, cordial. Cheguei no dia da abertura da maior festa da cidade. Cervejas servidas em canecas de um litro, joelhos de porco assados na brasa, salsichas com chucrute doce foram na seqüência compensados em outras opções gastronômicas mais cosmopolitas.
Cidade inteligente, que prioriza o ser humano e a paisagem. Nos jardins do palácio centenas de jovens lagarteiam. A grama verde é tão bonita que dá literalmente vontade de comer. Uma cidade que preserva seu passado mas namora e investe pesado no futuro é a sociedade ideal segundo Peter Drucker. O vidro impera no mobiliário urbano, na fachadas e na marquise dos prédios. Proteger as pessoas sem tampar a paisagem parece dizer cada um destes objetos públicos. Os brinquedos infantis ao longo de sua principal rua de pedestres são de uma eficiência e síntese formal impressionantes, e as crianças adoram.
De tudo o que mais me impressionou foi o mercado público. Acho que daqui surgiu a palavra “delikatessen”.
A Porche e a Mercedes exibem em seus respectivos museus os maiores objetos de desejo criados pela técnica e pela arte. E na hora de ir embora olho para o teto do aeroporto e vejo a mais bela, sensível e genial estrutura de aço. Os pilares possuem a mesma estrutura orgânica das arvores.
Viva Stuttgart!

29 de setembro de 2009

A imagem gráfica de um território

O destino de uma sociedade é fruto de uma visão de futuro, construída e compartilhada a partir da compreensão de suas necessidades, desejos e vocações. Também concorrem para isso as características singulares de seu território que podem significar oportunidades ou ameaças, vantagens ou restrições, cujo proveito ou superação dependerá da disposição e determinação de sua população.
Potencializar essa energia transformadora que existe em cada indivíduo para o usufruto de todos deve ser a meta dos seus líderes e representantes legítimos que conscientes de suas obrigações e deveres buscam separar o interesse coletivo do particular, o público do privado.
O grande desafio é como identificar problemas, estabelecer prioridades e buscar soluções sem privilegiar os grupos de interesses mais organizados ou mais poderosos.
Isto porque o bem estar de uma sociedade passa pela distribuição eqüitativa dos recursos e esforços que dela se originam e que em seu proveito devem ser aplicados, traduzindo-se em um conjunto de ações e medidas capazes de construir um destino comum. Este cenário futuro, este horizonte visível, desejado e aspirado por todos é o ponto de partida de uma verdadeira transformação social.
Uma escuta sensível da sociedade fazendo apelo às memórias afetivas das pessoas tem sido capaz de mostrar não somente um passado a ser preservado e valorizado, mas apontando também prováveis caminhos futuros cujas escolhas e decisão de trilhar começam no presente. Organizar este pensamento comum, traduzindo-o em imagens e expressões compreensíveis por todos é um dos objetivos de um projeto de design territorial sendo a forma mais rápida, econômica e eficiente de conseguir esta visibilidade necessária.
Assim têm procedido algumas cidades e países, preocupados em difundir ao mundo uma imagem síntese de seus qualidades e diferenciais criando uma marca e aplicado-a em seus produtos e serviços. Isso contribui não somente para atrair investimentos externos, mas principalmente para fomentar a auto-estima de seus habitantes, cooptando-os para a realização deste sonho comum.
Um marca para uma cidade, um estado ou um país é muito mais do que uma síntese gráfica, um logotipo ou uma campanha de duração efêmera. Ao refletir um desejo comum, a essência e o espírito do lugar essa imagem gráfica torna-se capaz de reforçar ou corrigir a percepção daqueles que estão de fora, mas principalmente de seus verdadeiros atores sociais.

21 de setembro de 2009

Viajar é preciso II

20 de setembro de 2009

O Design urbano e o futuro das cidades

Projetar um futuro possível e desejável para as cidades, com base em suas vocações, aspirações e desejos de seus habitantes, é o objetivo do design urbano.
Propor rotas de crescimento, reintegrar e revitalizar as áreas degradadas promovendo o entrelaçamento da diversidade social e cultural; melhorar a mobilidade com base na origem e destino diários das pessoas; melhorar os produtos e serviços de interesse público desde equipamentos de uso coletivo e sistemas de informação e comunicação, dentre outras ações necessárias e oportunas.
A decisão de iniciar o desenvolvimento destes projetos é fruto da sensibilização e determinação do poder público. Estimulado pela demanda dos setores organizados da sociedade (conscientes e desejosos de participar) são formados grupos de consulta e de intervenção. Equipes multidisciplinares capazes de apontar as propostas possíveis e seus impactos sociais, culturais, ambientais e econômicos. Disto surge uma proposta não usual de propor o bem estar da população como direito, contrariando interesses que se valem das deficiências e feridas do tecido urbano em proveito próprio.
Essas mudanças requerem tempo e visão de longo prazo. Não condicionado somente ao calendário político um projeto de design urbano deve resolver os problemas do presente sem causar problemas futuros. Soluções para o agora e também para os próximos 20 anos.

Por onde começar o design urbano de uma cidade?
Um modo cauteloso, prudente e sensato de começar um projeto inovador de design urbano é pela construção coletiva da Imagem da Cidade, idealizada, aspirada e possível. Mais do que uma imagem mental, se constrói um conceito, um eixo norteador para onde os esforços devem ser dirigidos. Esta construção deve ser fruto de reuniões e debates com lideranças da comunidade de modo a ser aceita e compartilhada por todos os seus habitantes. Projeções de possíveis cenários futuros devem ser avaliadas para poder escolher aquele que represente a aspiração coletiva e a vocação da cidade. O resultado é um guia de indicações e de inspirações para todos e, se possível, traduzido graficamente.

O segundo passo é uma intervenção física, pontual, visível por todos, que anuncie um novo período onde o espaço público é do povo e para ele deve ser projetado. A primazia do cidadão, do interesse coletivo sobre o individual.

Requalificar a principal praça da cidade é o modo mais rápido de obter adesão coletiva às metas de futuro pactuadas. O ponto mais central de uma cidade é uma praça. Para ela convergem todos os cidadãos. Para verem e serem vistos. Para confirmarem na alteridade sua própria identidade. Por seu poder de atração a praça é o palco da vida cotidiana, de seus anseios e desejos, de suas crenças e queixas. Espaço de liberdade de expressão e de transgressões consentidas. De lazer, de encontros e despedidas. Marco simbólico para os estrangeiros e vinculo afetivo para os locais. O estado de uma praça reflete todo o estado da comunidade que a circunda, seja pelo cuidado seja pelo descuido. A praça é acima de tudo o cenário de todos os eventos, do povo e para o povo. Em uma cidade de maiores dimensões cada bairro possui sua própria praça, porém nem todas conseguem o mesmo reconhecimento e uso. E haverá sempre uma mais importante. Esta praça é como a sala de visitas de uma casa. Pode ser aconchegante e acolhedora ou fria e pouco hospitaleira. Mobiliada ou despojada, verde ou árida, muito ou pouco utilizada. Suas características serão determinadas por aquele que a projeta, mas sua aparência final será determinada por aqueles que a utilizam.
Projetar uma praça é intervir em um espaço quase-sagrado, povoado de memórias, de lembranças e de histórias. Torna-se um desafio quando o que se busca é resgatar sua destinação original. Dar a este espaço público a mesma função que as praças sempre tiveram desde as mais remotas eras. As praças mais importantes são aquelas que conseguem ser o ponto de encontro natural das pessoas e um espelho da cidade, dotada de possibilidades de usos e ocupações diversas.

A partir deste momento as prioridades de intervenção são determinadas por um acordo social.

17 de setembro de 2009

O medo

Ars Longa

Guantana

15 de setembro de 2009

Hotel D´Astorg

14 de setembro de 2009

Viajar é preciso

13 de setembro de 2009

Janelas do interior

Altas montanhas

A mão que afaga é a mesma que apedreja

Finestras

12 de setembro de 2009

Pasárgada